Gru Airport: Fitch eleva ratings das debêntures

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
1

Crédito: Divulgação - GRU Airport

Em relatório publicado nesta terça-feira (05) a Fitch Ratings removeu a observação negativa e elevou os ratings das primeira e segunda emissões de debêntures da Gru Airport, concessionária do aeroporto internacional de Guarulhos.

Foram removidas as observações negativas de cinco emissões da empresa.

“Estas ações de rating refletem a aprovação da revisão extraordinária do contrato de concessão, em razão dos impactos econômicos decorrentes da pandemia de coronavírus para o setor de concessões aeroportuárias, no montante de R$ 854,9 milhões, e a reprogramação de 50% da outorga fixa que venceria em 17 de dezembro, no valor de R$ 1,3 bilhão”, diz a agência de classificação de risco de crédito.

A avaliação é de que as medidas combinadas compensaram integralmente o pagamento da outorga fixa de 2020, deixando, ainda, um saldo de reequilíbrio de, aproximadamente, R$ 200 milhões, que poderá ser utilizado no pagamento da outorga fixa em 2021.

 

Gru Airport tem melhor recuperação do tráfego doméstico

Em 2020, o tráfego e as receitas do aeroporto foram superiores aos cenários da Fitch, principalmente devido a uma recuperação maior do tráfego doméstico (estimado em 55%do volume de 2019) e a um aumento de receitas de cargas.

No cenário de rating revisado da Fitch, o volume de tráfego total deverá retomar aos níveis de 2019 no ano de 2024, considerando a recuperação do tráfego doméstico em 2022 e do internacional em 2024. Assim, neste cenário, o valor presente líquido (VPL) de recursos adicionais necessários para atender ao serviço da dívida foi reduzido para R$ 2,4 bilhões, de R$ 3,9 bilhões, na projeção do cenário de estresse da Fitch de setembro.

Mas caso o cenário de estresse severo se materialize, com uma recuperação do tráfego ocorrendo apenas em 2025, o VPL dos recursos adicionais será de R$ 3,1 bilhões, ainda em linha com o rating atual.

Os ratings das debêntures do GRU Airport refletem o perfil operacional da companhia, que é a concessionária do maior aeroporto do país, localizado na região metropolitana de São Paulo.

 

Equatorial Energia (EQTL3) informa operação de trecho de linha de transmissão

A Equatorial Energia (EQTL3) informou que entrou em operação o último trecho da SPE 07, LT 230kV Marituba –Castanhal  C1, que representa R$ 13,9 milhões em RAP (Receita Anual Permitida), equivalente a 13,69% do total da SPE 07.

O contrato de concessão da SPE 07 foi assinado em 10 de fevereiro de 2017. Assim, a entrada em operação deste trecho representa uma antecipação de aproximadamente 13 meses em relação ao prazo regulatório.

Atualmente a Equatorial possui sete empreendimentos (mais Intesa) que totalizam R$ 793 milhões de RAP operacional. Confira os empreendimentos da Equatorial:

Empreendimentos da Equatorial

 

Gerdau (GGBR4) passa a fazer parte do ICO2 da B3

A Gerdau (GGBR4) informou que agora faz parte do ICO2 (Índice de Carbono Eficiente) da B3.

O índice reúne empresas do IBrX-100 comprometidas com a eficiência e transparência na gestão dos gases de efeito estufa (GEE).

A companhia diz que é a única empresa do setor de materiais básicos/siderurgia e metalurgia pertencente ao ICO2. Assim, a Gerdau reafirma seu compromisso com as questões climáticas e com a preparação para a economia de baixo carbono.

A nova carteira do ICO2, divulgada ao mercado em 04 de janeiro de 2021, terá vigência de janeiro a abril de 2021, sendo rebalanceada a cada quatro meses, conforme as atualizações do IBrX-100.

Por fim, a Gerdau comunicou ainda que foi avaliada por suas ações em gestão climática pelo Carbon Disclosure Project (CDP), no módulo Climate Change, tendo recebido o score B-, uma pontuação superior à média regional da América do Sul e do setor.