FGV estuda novo índice para substituir IGP-M no reajuste dos aluguéis

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: reprodução/Pixabay

Diante de uma alta acumulada de 31,1% do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) em 12 meses e da troca do indicador pelo IPCA nos reajustes de aluguel, a Fundação Getulio Vargas está procurando parceiros para criar um novo índice como referência para os contratos, informa a Folha de S. Paulo.

Segundo o professor Paulo Picchetti, da FGV, o IGP-M se descolou dos fundamentos do mercado imobiliário. Uma das razões é que, no indicador, as commodities têm grande peso. Como são negociadas em dólar, elas vêm respondendo por grande parte da alta do IGP-M.

Resultado do IGP-M

O IGP-M subiu 2,94% em março, segundo a última leitura divulgada pela FGV no dia 30 de março. A projeção era mais alta, de 3,10%.

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Com este resultado o índice acumula alta de 8,26% no ano e de 31,10% em 12 meses – o consenso era 31,30%.