IGP-M, que reajusta aluguel, tem alta de 31,30% em 12 meses, mas abaixo do consenso

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que reajusta o aluguel, subiu 2,94% em março. A projeção era mais alta, de 3,10%.

Com este resultado o índice acumula alta de 8,26% no ano e de 31,10% em 12 meses – o consenso era 31,30%.

Todos os índices componentes do IGP-M registraram aceleração. No índice ao produtor, os aumentos recentes dos preços das matérias-primas continuam a influenciar a aceleração de bens intermediários (4,67% para 6,33%) e de bens finais (1,25% para 2,50%).

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Além disso, os aumentos dos combustíveis também contribuíram para o avanço da inflação ao produtor e ao consumidor.

Na construção civil, os materiais para a construção seguem em aceleração impulsionados pela alta dos preços dos insumos básicos, diz o coordenador da pesquisa da FGV, André Braz.

Evolução do IGP-M mês a mês

 

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IGP-M

Reprodução/FGV

Evolução do IGP-M em 12 meses

IGP-M

Reprodução/FGV

Componentes do IGP-M

O IGP-M é composto por três outros indicadores.

IPA

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) representa 60% do IGP-M. E subiu 3,56% em março, ante 3,28% em fevereiro.

A principal contribuição veio do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de -0,86% para 0,72%, no mesmo período.

IPC

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-M, subiu 0,98% em março, ante 0,35% em fevereiro.

A principal contribuição partiu do grupo Transportes (1,45% para 3,97%). Com destaque para gasolina, cuja taxa passou de 4,42% em fevereiro para 11,33% em março.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Habitação (-0,29% para 0,53%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,18% para 0,41%) e Vestuário (-0,33% para 0,18%). Os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,78% para 0,02%), Alimentação (0,18% para 0,10%), Comunicação (0,00% para -0,10%) e Despesas Diversas (0,23% para 0,21%) registraram decréscimo.

INCC

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, representa 10% do IGP-M. Ele subiu 2% em março, ante 1,07% no mês anterior.