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FED indica que tapering ainda está distante do curto prazo

FED indica que tapering ainda está distante do curto prazo

O tapering ainda é uma realidade distante do horizonte de curto prazo. Foi o que afirmou o presidente do Federal Reserve (FED), Jerome Powell, nesta sexta-feira (27), no simpósio de Jackson Hole. Ele disse que o fim da recompra de títulos deverá ser gradual. E que tudo dependerá da melhoria da economia.

Ele avaliou que o cenário econômico norte-americano tem mostrado que a conjuntura chegou a um ponto no qual o apoio monetário não é tão necessário.

FED: terreno longo ainda a percorrer

Powell acrescentou, porém, que ainda há um caminho longo a percorrer, apesar da inflação. A taxa nos Estados Unidos está em torno de 2%, que é a meta estabelecida pelo governo.

Isto porque o país ainda terá de remar antes de atingir o pleno emprego. Este é um requisito básico para a retirada de estímulos.

O momento e o ritmo atual na compra de títulos não têm a intenção de transmitir um sinal direto sobre aumento de juros”, disse. “Para isto, estudamos simulações mais rigorosas”, completou.

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Havia uma expectativa de que Powell desse um sinal mais incisivo sobre a retirada dos estímulos. Estes injetam na economia norte-americana algo em torno de US$ 120 bilhões por mês.

O que é tapering?

Em momentos de crises financeiras, quando é preciso dar mais suporte à atividade econômica, o Fed (banco central dos EUA) injeta liquidez no mercado. Foi assim durante a crise do subprime, em 2008 e, mais recentemente, a partir do início da pandemia.

Em 2020, foram mais de US$ 3 trilhões injetados na economia norte-americana. Já em 2021, o Fed passou a comprar mensalmente US$ 120 bilhões em títulos públicos, como mais uma forma de ajudar o mercado a lidar com a crise.

Quando a economia dá mostras de retomada consistente, os estímulos financeiros passam a não ser mais tão necessários. É justamente nesse momento que ocorre o tapering, ou seja, a retirada gradual desses estímulos por parte do governo.