Bolsa lidera ranking de investimentos do 1º semestre de 2021

Ronaldo Araújo
Ex-assessor de investimentos agora atuante no marketing digital; habilidades em produção de conteúdo, copywriting e gestão de tráfego pago, com proficiência no gerenciador de negócios do Facebook e campanhas no Google Ads.
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Crédito: bolsa-burak-k-pexels

Mais um semestre chega ao fim e dessa vez estamos falando do primeiro de 2021, um período turbulento. Foram diversos momentos de euforia e medo presente nos mercados. No final das contas, o resultado foi positivo para as empresas de capital aberto do país e isso ficou evidenciado pela queda de dólar e alta do Ibovespa, principal índice do mercado acionário.

Além disso, tivemos a renda fixa com baixos desempenho, fruto de uma política de juros básicos baixos. Porém, a taxa entrou em movimento ascendente e a previsão é que tenhamos bons rendimentos daqui para a frente.

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Leia o texto e saiba mais sobre o desempenho dos mercados ao final do primeiro semestre de 2021.

Ranking

  • Ibovespa: 6,7%
  • Fundos de Renda Fixa: 1,33%
  • CDBs: 1,23%
  • Dólar: -5%
  • Ouro: -7%
  • Euro: -15%

Renda fixa

O grande balizador da renda fixa é o CDI. Sendo assim, para apresentar uma análise mais apurada dessa vertente de resultados do mercado financeiro, faz-se necessário analisar o desempenho do benchmark mencionado.

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Devido à taxa Selic ter entrado o ano de 2021 em seu menor nível histórico, as aplicações em renda fixa atrelados ao CDI tiveram desempenho modesto no primeiro semestre desse ano. Em janeiro, a taxa básica de juros da economia brasileira estava precificada em 2% ao ano e só começou a ser elevada em março, alcançando o nível de 4,25% ao ano apenas em junho.

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Dessa forma o acumulado do primeiro semestre do ano foi de 1,23%. Não é um cenário que o brasileiro está acostumado, visto que historicamente os retornos da renda fixa no Brasil sempre foram significativos. Analisemos, portanto, as aplicações voltadas a esse mercado.

Fundos de renda fixa

De forma geral, os fundos de renda fixa que são atrelados ao CDI tiveram desempenho apenas um pouco acima do índice, considerando a média de rendimento. Em termos absolutos, a rentabilidade média ficou na casa dos 1,33%. 

Destaque maior foi alcançado pelos fundos de renda fixa com investimentos em títulos como as debêntures incentivadas. Há casos em que o desempenho no primeiro semestre deste ano ficou acima de 6%, como o fundo Capitânia FIC de Fundos Incentivados. Outro fundo que teve bom rendimento foi o BTG Pactual Debêntures Incentivadas, que fechou o período com rentabilidade acima de 5,5%.

Já os fundos de renda fixa atrelados à inflação não foram bem nesse primeiro semestre. A razão disso foi o baixo nível da taxa Selic durante todo o período, vindo a iniciar seu movimento ascendente apenas no final do semestre. Com isso, alguns fundos performaram até mesmo negativamente, enquanto outros tiveram pequeno rendimento positivo.

CDBs

Assim como os fundos de renda fixa, a média de rentabilidade dos CDBs ficou por volta de 1,23%. No entanto, é preciso observar a taxa contratada. Com existe grande variação entre uma instituição bancária e outra, a rentabilidade apresentada apresenta variações. 

Cada título possui seu próprio retorno e todos são expressos em um percentual do CDI. Bancos menores costumam oferecer taxas mais altas, enquanto bancos tradicionais são mais conservadores em suas rentabilidades. A verdade é que, em um contexto geral, todos os títulos dessa natureza rendem próximo do CDI.

Renda variável

O mercado variável foi cheio de reviravoltas no semestre. Por conta da pandemia, seu valor foi reduzido. No entanto, não demorou até que os bons fundamentos atuais da economia brasileira viessem a tona, fazendo com que o dólar e euro perdessem valor frente ao real e a bolsa do Brasil rompesse seu topo histórico.

Acompanhe a seguir o detalhamento do desempenho conseguido no período por cada uma das classes de ativos.

Dólar

A moeda norte-americana apresentou forte variação no primeiro semestre de 2021. Devido diversos acontecimentos, sua cotação experimentou uma alta expressiva para logo após iniciar um movimento de queda. Assim, o desempenho apresentado no semestre foi de uma queda por volta de 5%.

A crise causada pela pandemia fez com que os preços fossem pressionados para cima. O dólar alcançou a máxima de R$ 5,88 no semestre em março. Após isso, a alta nas vendas de commodities por parte do Brasil aumentou a entrada da moeda no país, fazendo com que seu valor caísse mais de 15%, forçando o dólar a ser negociado abaixo dos R$ 5,00.

Euro

A cotação do euro apresentou desempenho parecido com o dólar, mostrando que o real ganhou força nos mercados internacionais. A máxima também foi alcançada no mês de março, aos R$ 6,96. Mais uma vez a queda foi de mais de 15% desde então, fechando o semestre cotado por volta de R$ 5,90.

Ouro

O metal precioso começou o ano em movimento ascendente, conseguindo sua máxima de todo o semestre logo em janeiro. Após isso, entrou em acentuada queda, chegando a perder quase 13% de seu valor. Em seguida teve nova valorização e encerrou o período com perdas por volta de 7%, considerando sua cotação em dólares.

Bolsa

A bolsa brasileira passou por fortes emoções no primeiro semestre de 2021. No final das contas, as companhias de capital aberto do Brasil mostraram seu bom momento e forte resiliência, proporcionando uma valorização de 6,70% no período.

Com todos os prejuízos amargados pelos mercados de capitais por ocasião da pandemia, a bolsa brasileira teve um rápido intervalo em sua curva de crescimento. No entanto, os fundamentos econômicos positivos do Brasil fizeram com que a alta fosse retomada. Assim, o topo histórico formado em janeiro de 2020 foi superado e a casa dos 125 mil pontos foi batida em maio de 2021.

Mesmo com esse ótimo desempenho, algumas ações não se saíram tão bem. Já outras, tiveram um ganho muito expressivo em suas cotações. Acompanhe a seguir uma rápida avaliação desses papéis.

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Ações: 10 maiores altas

A empresa Braskem foi o destaque do semestre, alcançando uma valorização de mais de 150%. O setor financeiro também deu as caras nessa lista, sendo representado pelo Banco Inter com 131% de ganhos. Completam a lista de fortes altas as empresas Embraer (109%) e Hering (96%).

Ações: 10 maiores baixas

Não é difícil perceber que as altas foram muito mais expressivas no período do que as baixas. Ainda assim os movimentos descendentes ocorreram e algumas empresas perderam valor. A campeã de perdas no semestre foi o Pão de Açúcar, com desvalorização de 48%. Em seguida, temos IRB Brasil com -28%, Eztec com -27% e Ultrapar, com -22%.

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