A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou nesta segunda-feira (4) o resultado da pesquisa realizada entre os dias 17 e 21 de dezembro sobre a carteira de crédito no Brasil.
De acordo com o órgão, a projeção é de que haja um crescimento de até 7% em 2021, número que aponta uma leve melhora em relação ao previsto em novembro do ano passado, que era de 6,8%.
Os efeitos da pandemia, no entanto, seguem pesando na avaliação. Prova disso é que, no início de 2020, a mesma Febraban havia projetado um crescimento total na carteira de 13,7% para o período.
“Em 2020, o crédito foi o grande muro de contenção para evitar o colapso da economia e a pesquisa confirma que em 2021 as concessões tendem a continuar estimulando a atividade”, afirmou o presidente da Febraban, Isaac Sidney, em nota publicada no portal da Federação.
Recursos livres puxam desempenho, segundo Febraban
O relatório divulgado pelo presidente da Febraban informou ainda que os recursos livres devem puxar o desempenho do crédito no País no ano que se inicia.
Ele aponta alta de 9,6%, sendo 9,9% para pessoas físicas e 9,2% nas concessões para as empresas no segmento de recursos livres.
A outra modalidade, de crédito direcionado, também deve crescer, mas menos: 3,4%, segundo as projeções. Isso deve ser focado principalmente no segmento de empresas, pois a consolidação do mercado de capitais deve colaborar para a redução de recursos das mesmas.
Segundo os dados mais recentes da Pesquisa Febraban, há projeção na queda da inadimplência para a carteira livre em 2021 de 4,3% para 4%. Os analistas dos bancos esperam que a inadimplência deve encerrar o próximo ano em nível muito parecido aos 3,8% observado no período pré-pandemia (fevereiro de 2020).
De acordo com o relatório, “é importante lembrar a pronta inciativa dos bancos de fazerem, logo após o início da pandemia, um amplo programa de renegociação/adiamento de parcelas (17 milhões de contratos repactuados), o que gerou imediato alívio financeiro às famílias e empresas”.
“O desempenho do crédito em 2020 foi extraordinário. Ao contrário de outras crises, quando houve um recuo expressivo nas concessões, desta vez, mesmo com o forte aumento do risco nas operações de crédito, os bancos nunca tiveram uma atuação tão proativa como estão tendo nessa crise. A carteira de pessoas jurídicas, por exemplo, deve atingir o maior patamar da série histórica”, concluiu Isaac.
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