Fiat e Peugeot têm fusão aprovada e Stellantis fica próxima de ser criada

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Divulgação

A Fiat Chrysler (FCA) e a Peugeot (PSA) tiveram aprovada pelos acionistas das empresas a fusão iniciada em 2019 e estão mais próximas de criar a Stellantis, que se tornará a 4ª maior montadora de automóveis do mundo.

De acordo com informações da Reuters, a assembleia teve apoio total dos investidores, incluindo a família Peugeot, a chinesa Dongfeng e o Estado francês, via Bpifrance.

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

“Estamos prontos para esta fusão”, decretou o presidente-executivo da PSA, Carlos Tavares. Ele assumirá o comando executivo do grupo Stellantis, que será resultado da fusão, e terá como primeiro desafio recuperar os negócios da montadora na China, além de focar em novas tecnologias como eletrificação, direção autônoma e conectividade. John Elkann, presidente da FCA, será o presidente do grupo.

A Stellantis, depois de oficializada, terá 14 marcas sob seu guarda-chuva. São elas: Fiat, Chrysler, Maserati, Jeep, Abarth, Alfa Romeo, Lancia, Dodge e Ram, todas ligadas a FCA, além de Peugeot, Citroën, Opel, Vauxhall e DS, estas atuais integrantes da PSA.

Mais detalhes da fusão entre Fiat e Peugeot

A fusão iniciada em 2019 e que agora está muito perto de se tornar real é cercada de outros detalhes interessantes. A Stellantis dará às empresas uma economia de 3,7 bilhões de euros por ano. A sede dela será na Holanda e o controle será dividido de forma igualitária, 50% para a PSA e 50% para a FCA.

Até o momento, de acordo com as informações da mídia internacional, não estão sendo considerados fechamentos de fábricas, apesar da crise econômica global causada pela pandemia do novo coronavírus.

Em entrevista para o G1, Juliano Maranhão, advogado especializado em fusões de empresas, lembrou que o processo de fusão entre Fiat e Peugeot terá de ser submetido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) antes de ser sacramentado e considerado oficial.

“O Cade tem poder para intervir em operações que criem ou aumentem significativamente o poder de mercado das empresas. A apuração parte do grau de concentração, ou da participação de mercado da empresa resultante da fusão”, apontou.

Leia também: Inflação medida pelo IPC-S fecha 2020 em 5,17%

 

Money Week 5ª Edição

5 Dias de Evento | 70 Autoridades do Mercado Financeiro | 20 Horas de Conteúdo