Pedidos de seguro-desemprego caem a 348 mil nos EUA e reforçam proximidade do tapering

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos vieram melhor do que a projeção: ficaram em 348 mil, ante 377 (revisados) mil da semana passada, abaixo da projeção de 363 mil.

Na semana encerrada em 14 de agosto, houve uma diminuição de 29 mil reivindicações ante a semana anterior, sendo o nível mais baixo desde 14 de março de 2020, antes da pandemia, quando o número era de 256 mil. O nível da semana anterior foi revisado para cima em 2 mil pedidos, indo de 375 mil para 377 mil.

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Reprodução/Departamento de Trabalho

A média móvel de quatro semanas foi de 377,750 mil, com diminuição de 19 mil em relação à média revisada da semana anterior. Este também é o nível mais baixo desde o começo da pandemia.

O resultado dos pedidos de seguro-desemprego, divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Departamento de Trabalho, reforça a tese de que o Federal Reserve (Fed) está próximo de retirar os estímulos da economia, já que a recuperação do mercado de trabalho é ponto-chave para esta decisão.

Na ata da última reunião do Fomc, comitê de política monetária do banco central americano, ficou claro que o tapering (retirada dos estímulos) já vem sendo discutido, com grande chance de ocorrer ainda este ano.

Atividade industrial do Fed Filadélfia vem abaixo do consenso

Outro dado divulgado hoje nos EUA foi o Índice de Atividade Industrial do Fed Filadélfia, que veio abaixo do consenso: ficou em 19,4 pontos, quando o mercado aguardava 23. O que revela uma desaceleração no ritmo de crescimento.