Embraer (EMBR3) entrega cinco jatos comerciais e nove executivos no 1T20

Marcelo Hailer Sanchez
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Crédito: Reprodução/Wikipedia

A Embraer (EMBR3) entregou um total de 14 jatos no 1T20. Desses, cinco são comerciais e nove executivos (cinco leves e quatro grande). Como resultado, a carteira de pedidos firmes a entregar totalizava US$ 15,9 bilhões, até 31 de março de 2020.

Porém, a Embraer revelou que, no 1T20 a Embraer Aviação Executiva anunciou a certificação tripla do novo PHenom 300E por parte da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), da Federal Aviation Administratio (FAA) e da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (European Aviation Safety Agency – EASA).

De acordo com a Embraer, o Phenom 300E é a versão aprimorada da série Phenom 300.

Acordo bilionário

Com o rompimento do acordo bilionário entre Embraer (EMBR3) e Boeing (BOEI34) novas medidas deverão ser tomadas para tentar minimizar os impactos do fracasso comercial.

A Embraer alega que a Boeing produziu falsas alegações para evitar o pagamento de US$ 4,2 bilhões previsto na operação.

Com a cisão da unidade de aviação comercial, a companhia já desembolsou R$ 485 milhões no ano passado. O caso deverá parar na Justiça por iniciativa da Embraer.

O acordo avaliava a Embraer em US$ 5,3 bilhões. Contudo, sem a operação, há incertezas sobre o futuro das duas empresas.

Dessa forma, a Boeing se beneficiaria com a ampliação do portfólio e a oferta de jatos regionais. Já a estatal brasileira ganharia força para enfrentar a concorrência.

Mansueto diz que situação da Embraer não é frágil

Em entrevista à consultoria Arko Advice, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou desconhecer a informação de aporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à Embraer.

Almeida também ressaltou que, a Embraer é uma empresa privada desde a década de 1990 e classificou como “equivocadas” informações de que está em uma fase ruim.

De acordo com o secretário do Tesouro Nacional “a Embraer está em uma fase muito boa”.

Em contrapartida, a respeito das quedas de ações da empresa, almeida afirmou que elas fazem parte do contexto atual, onde todas as empresas do setor aéreo sofreram perdas por conta da crise gerada pela pandemia.

Por fim, o secretário do Tesouro Nacional também afirmou que o fim do acordo entre a Embraer e a Boeing não coloca a empresa em uma situação “frágil” e que, o fato de tal acordo não ter dado certo não muda a “perspectiva de uma empresa como a Embraer”.