Dólar cai 0,34% e acumula perdas de 0,84% no mês de agosto

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução/ Pixabay

O dólar fechou esta terça-feira (31) em queda de 0,34%, passando a valer a R$ 5,1719. A moeda acumulou recuou de 0,84% no mês de agosto.

Números do emprego no Brasil melhoraram. Pouco, mas melhoraram, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada hoje. A redução da taxa de desemprego do país veio para 14,1% no trimestre finalizado em junho, ante 14,7% do trimestre anterior.

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Mas eis que veio uma notícia realmente ruim, embora bastante previsível, diante dos alertas de epidemiologistas e sanitaristas: São Paulo anunciou a primeira morte decorrente da variante delta da Covid-19. O maior estado da Federação há muito largou qualquer medida restritiva de circulação de pessoas, deixando a ciência em segundo plano.

Dados internacionais também preocupam, como a inflação explodindo na zona do euro, o PMI da China e a queda da confiança do consumidor nos Estados Unidos.

Alguém pode comemorar que o mês de agosto, o tal “mês do cachorro louco”, terminou. Mas setembro promete também fortes emoções, que todos esperam ser positivas.

  • segunda-feira (30): -0,12% a R$ 5,1893
  • terça-feira (31): -0,34% a R$ 5,1719
  • semana: -0,54%
  • agosto: -0,84%

Pnad Contínua

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou redução da taxa de desemprego do país para 14,1% no trimestre finalizado em junho, ante 14,7% do trimestre anterior. O total de desempregados é de 14,4 milhões.

Esse recuo na taxa foi influenciado pelo aumento no número de pessoas ocupadas (87,8 milhões), que avançou 2,5%, com mais 2,1 milhões no período. Com isso, o nível de ocupação subiu 1,2 ponto percentual para 49,6%, o que indica, contudo, que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

“O crescimento da ocupação ocorreu em várias formas de trabalho. Até então, vínhamos observando aumentos no trabalho por conta própria e no emprego sem carteira assinada, mas pouca movimentação do emprego com carteira. No segundo trimestre, porém, houve um movimento positivo, com crescimento de 618 mil pessoas a mais no contingente de empregados com carteira”, explica a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

Variante delta em SP

Já assustando em todo o mundo desde julho, a variante delta do coronavírus que causa da Covid-19 se espalhou pelo Rio de Janeiro, o epicentro da pandemia no Brasil, e acaba de fazer a primeira vítima do estado mais poderoso da Federação, São Paulo.

Conforme informado pela Secretaria de Saúde do estado, o óbito é de uma mulher de 74 anos, com comorbidades e que já havia tomado as duas doses da vacina, o que reforça ainda mais a necessidade de se acelerar a terceira dose, chamada de “reforço”. A mulher morava em Piracicaba.

A má notícia veio em um momento em que o governo estadual, liderado por João Dória (PSDB), simplesmente liberou todas as atividades econômicas e de lazer, sem nenhuma restrição de circulação de pessoas, a despeito dos insistentes avisos de epidemiologistas e sanitaristas.

Teme-se que o Brasil veja em setembro uma aceleração dos casos por conta da variante delta, exatamente como está acontecendo nos Estados Unidos, Indonésia, Austrália e Israel, países com cobertura vacinal muito mais ampla do que a brasileira.

Inflação na zona do euro

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da zona do euro saltou de 2,2% para 3% ao ano em agosto. O resultado, que é o maior em 10 anos, veio acima da projeção de 2,7% e acima da meta do Banco Central, que é de 2%.

Os dados são de estimativa divulgada nesta terça-feira pelo Eurostat, escritório oficial de estatísticas da zona do euro.

Dentre os principais componentes da inflação da região, a energia responde pela taxa anualizada mais elevada em agosto: 15,4%, ante 14,3% em julho.

Em seguida vem bens industriais não-energéticos (2,7%, ante 0,7% em julho), alimentação, álcool e fumo (2,0%, ante 1,6% em julho) e serviços (1,1%, ante 0,9% em julho).

Confiança do consumidor cai nos EUA

A confiança do consumidor norte-americano, medido pelo Conference Board, recuou para uma mínima em seis meses em agosto. Há preocupações em relação a um aumento nos novos casos de Covid-19 e a uma inflação mais alta prejudicando as perspectivas para a economia.

O Conference Board informou hoje que seu índice de confiança do consumidor caiu para 113,8 neste mês. De acordo com os resultados, este é o menor patamar desde fevereiro, ante 125,1 em julho. Economistas consultados pela Reuters previam queda para 124,0.

PMI na China

Da China, vem a confirmação de que o crescimento vem perdendo ritmo. O Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) do governo chinês, divulgado pelo China Logistics Information Center, aponta que o PMI industrial caiu de 50,4 pontos em julho para 50,1 em agosto, abaixo da projeção de 50,2.

O PMI de serviços foi de 53,3 para 47,5. E o composto, que une indústria e serviços, foi de 52,4 para 48,9 pontos.

Resultados acima de 50 pontos indicam avanço da atividade, ao passo que, abaixo, indicam retração.

*Com BDM e Agência Reuters

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