Dívida bruta chega a 89,3% do PIB do Brasil e estabelece recorde

Paulo Amaral
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Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil/Divulgação

A dívida do setor público brasileiro subiu 15 pontos em 2020 e atingiu 89,3% do PIB do País, totalizando R$ 6,615 trilhões no ano.

Segundo o Banco Central, no fim de 2019 o montante era equivalente a 74,3% do Produto Interno Bruto. A marca, que engloba as dívidas de governo federal, Estados, municípios e estatais, é um novo recorde (negativo) na história brasileira.

Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do BC, pontuou que jamais o índice havia sido tão alto desde o começo da série histórica, em 2006.

A culpa do salto, segundo o Tesouro Nacional, foi dos gastos extraordinários visando ao combate da pandemia da Covid-19. Apenas essas medidas somaram R$ 524 bilhões no ano passado.

Bruno Funchal, secretário do Tesouro, pontuou que, por conta desse avanço da dívida, o espaço para novas medidas de incentivo é “extremamente reduzido”.

“A gente tem que fazer esse dever de casa em termos de reformas”, disse, referindo-se à necessidade de conter a alta da dívida pública.

Vacinação contra a dívida

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pensa de forma semelhante. Também nesta semana, o responsável pela pasta pediu vacinação em massa para ajudar a destravar as pautas presas no Congresso e reaquecer a economia.

Guedes afirmou que o programa foi responsável por manter 11 milhões de vagas formais, e custou R$ 34 bilhões aos cofres públicos.

“Estamos manobrando dentro das nossas restrições, dentro das regras em vigor, para abrir espaço para este programa voltar”

O ministro repetiu o que já havia falado há alguns dias, e afirmou que “a vacinação é decisiva, é um fator crítico de sucesso para o bom desempenho da economia logo à frente”.

O chefe da pasta econômica também abordou rapidamente a pauta sobrecarregada à espera de aprovações no Congresso Nacional.

Para Paulo Guedes, tanto Câmara quanto Senado têm o chamado “timing dos políticos”, mas sabem que, quanto antes resolverem as questões pendentes, mais ajudarão a abrir espaço no orçamento para melhorar a assistência social, melhorar a produtividade da economia e gerar empregos.

“Nosso desejo é o de desobstruir a pauta do Congresso nos próximos 30 a 60 dias”, finalizou.