CSN (CSNA3) vê lucro líquido disparar 1.136% no 2TRI21

José Azevedo
Jornalista especializado em economia.
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A CSN (CSNA3) registrou um lucro líquido de R$ 5,5 bilhões no primeiro trimestre de 2021, crescendo 1.136% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando esse número foi de R$ 446 milhões.

O crescimento do lucro da CSN foi impulsionado, principalmente, pelo crescimento da receita líquida, que totalizou R$ 15,3 bilhões, alta de 147% na comparação com o trimestre de junho de 2020.

“Esse resultado é consequência da forte evolução de preços verificados no período, tanto para o minério de ferro quanto para o aço e o cimento”, explicou a companhia. [

Veja o balanço completo.

As vendas de aço avançaram 28%, de 1,2 milhão de toneladas para 1,28 milhão, sendo 896 mil destinados ao mercado interno. As vendas de minério de ferro cresceram 18%, chegando a 9,1 milhões de toneladas, com apenas 1,17 milhão ficando no mercado interno.

Os principais números do balanço da CSN

Lucro líquido 

  • 2TRI21: R$ 5,5 bilhões
  • 2TRI20: R$ 446 milhões

Receita líquida

  • 2TRI21: R$ 15,3 bilhões
  • 2TRI20: R$ 6,2 bilhões

Ebitda ajustadi

  • 2TRI21: R$ 8,1 bilhões
  • 2TRI20: R$ 1,92 bilhão

Alta de preços do minério impulsiona CSN

O Ebitda ajustado da CSN bateu entre junho e abril mais um recorde, ficando em R$ 8,1 bilhões, alta de 325% na base anual.

“Esse resultado extraordinário é consequência da combinação de melhores preços e eficiência nos custos em basicamente todos os segmentos de atuação”, explicou a siderúrgica no documento publicado no fim da noite desta terça-feira (27).

Apesar de alta dos custos, margens melhoram

A margem Ebitda ajustada ficou em 53,1%, ante 31% no segundo trimestre do ano passado, a despeito do crescimento de 15% do custo dos produtos vendidos (R$ 7,1 bilhões) e de 48,2% das despesas com vendas, gerais e administrativas (R$ 825 milhões).

As altas dos custos, segundo a CSN, foram motivadas pelo maior preço de commodities utilizadas em processos de produção e também pelo maior número de vendas. As despesas operacionais ficaram em R$ 402 milhões, impulsionadas por operações de hedge envolvendo o minério de ferro.

Despesas financeiras sobem apesar de menor dívida

As despesas financeiras ficaram em R$ 340 milhões, ante saldo positivo de R$ 285 milhões no segundo trimestre de 2020. Segundo a CSN, isso se deu por conta da variação cambial – a exposição cambial líquida chegou em US$ 1,4 bilhões, ante cerca de US$ 400 milhões entre abril e junho do ano passado.

A CSN, entretanto, gasta cada vez menos com pagamentos de juros, uma vez que continua a diminuir o seu endividamento líquido, que chegou a R$ 13,2 bilhões no fim de junho, queda de R$ 7,3 bilhões na comparação com o mesmo mês de 2020.

Com menor dívida e um maior lucro, a CSN aumentou o seus gastos com investimentos, que chegaram a R$ 759 milhões, ante R$ 410 milhões.