CPI da Covid: Pfizer fez a primeira oferta de 30 milhões de vacinas em agosto

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em depoimento à CPI da Covid nesta quinta-feira (13), Carlos Murillo, o presidente da farmacêutica norte-americana Pfizer para a América Latina, disse que a primeira oferta de vacinas ao governo brasileiro foi feita em agosto do ano passado.

De acordo com Murillo, na ocasião, no dia 14 de agosto, foram feitas duas ofertas vinculantes de vacinas. Uma tinha previsão de entrega de 30 milhões de doses e uma segunda de 70 milhões de doses do imunizante. As vacinas foram desenvolvidas em parceria com a alemã BioNTech.

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Além disso, o executivo da Pfizer afirmou ainda que, no dia 26 de agosto, foi feita uma terceira proposta, de 30 milhões de doses da vacina.

Murillo também disse que as condições existentes para a venda de vacinas da empresa ao Brasil foram as mesmas oferecidas a outros países. De tal forma, ele rejeitou o rótulo de “cláusulas leoninas”, como definiram algumas autoridades brasileiras ao longo das negociações.

Conforme o executivo, durante as negociações houve preocupação do Ministério da Saúde em relação às condições de armazenamento da vacina. Ainda, afirmou que o ministério mostrou também a necessidade de uma autorização legislativa específica para atender as condições contratuais.

Reação do presidente Jair Bolsonaro sobre a CPI da Covid

O presidente Jair Bolsonaro aumentou o tom contra o senador Renan Calheiros (MDB-AL), a quem chamou de “picareta” e “vagabundo” durante viagem a Alagoas, Estado natal do Senador.

Em um discurso durante evento de entrega de casas, Bolsonaro afirmou que tem um “vagabundo inquirindo as pessoas” na CPI. Conforme o presidente, aquilo que está acontecendo na comissão é “um crime”.

“O recado que eu tenho para esse indivíduo é: se quer fazer show tentando me derrubar, não fará. Só Deus me tira daquela cadeira”, afirmou Bolsonaro, repetindo uma frase que tem dito com frequência.

Na última quarta-feira, enquanto o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fábio Wajngarten estava sendo inquirido na CPI, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente e que não é membro da comissão, foi a sala da CPI e chamou Renan de “vagabundo” ao criticar a ameaça do senador de mandar prender Wajngarten por mentir ao colegiado.

Por fim, Bolsonaro publicou em suas redes sociais o vídeo de Flávio e lembrou que Renan é investigado em seis inquéritos.

*Com Agência Reuters

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