McDonald’s (MCDC34): saiba como investir na mais famosa rede de fast-food

Ana Paula Schuster
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação/McDonald's

O McDonald’s (MCDC34) é uma das empresas de fast-food mais conhecidas do mundo e pela natureza do seu negócio, foi bastante atingida pela crise sanitária decorrente do coronavírus.

Além da alimentação fora de casa ficar menos acessível com as medidas de distanciamento social, a crise econômica retirou os lanches do cardápio de muitas famílias.

Com a redução das vendas, a empresa precisou fazer ajustes, mas mesmo assim as ações sentiram o baque.

Para os investidores brasileiros, as ações do Mc estão disponíveis na B3 via Brazilian Depositary Receipts (BDRs), sob o código MCDC34. Conheça mais sobre a empresa e seu desempenho neste artigo.

Conheça o McDonald’s (MCDC34)

McDonald’s (MCDC34) é a maior empresa de fast-food de hambúrgueres do mundo. Serve mais de 68 milhões de clientes em quase 40 mil unidades espalhadas em 19 países.

Ela iniciou suas atividades em 1940 e sua sede está localizada nos Estados Unidos, onde começou como uma churrascaria. Foi só em 1948, oito anos após sua fundação, que o Mc Donald’s passou a ser uma hamburgueria, de fato. Ao longo dos anos, os negócios expandiram e hoje ela oferece um vasto cardápio de lanches e sobremesas.

A companhia atende em lojas físicas, drive-thru e via aplicativos de entrega.

Valorização das ações do McDonald’s (MCDC34)

Os BDRs do McDonald’s (MCDC34) ainda estão se recuperando da queda que tiveram durante a pandemia. Em março de 2020, o papel chegou a valer R$ 38,88. Em 8 de abril de 2021, já estavam cotados a R$ 64,72, ou seja, uma valorização de 66,4% do início da pandemia até aqui.

Neste ano, os papéis começaram cotados a R$ 55,61 e a alta até 8 de abril é de 16,3%.

Para o Deutsche Bank, o preço-alvo da ação do Mc é US$ 244 na bolsa americana. Atualmente, ela está em US$ 229,50. Ou seja, é um investimento que vale ser analisado.

Desempenho no último balanço do McDonald’s (MCDC34)

O McDonald’s (MCDC34) alcançou um lucro líquido de US$ 1,38 bilhão no quarto trimestre de 2020, equivalente a US$ 1,84 por ação. No mesmo período de 2019, o lucro da rede de fast food foi de US$ 1,57 bilhão, ou US$ 2,08 por ação.

Já a Arcos Dourados, que é operadora da empresa na América Latina, obteve um lucro líquido de US$ 22 milhões de dólares no quarto trimestre de 2020. Mas com queda de 33% comparado ao ano anterior, quando somou US$ 33 milhões.

O número de restaurantes ao final do ano era de 2.236 em toda a América Latina, uma queda de 2,5% ante os 2.293 restaurantes ao fim de 2019.

Resultados no Brasil

Na divisão brasileira, que responde pelo maior número de restaurantes, a receita total encolheu 31,3% no quarto trimestre, chegando a US$ 253,7 milhões. Além da queda nas vendas, a desvalorização do real ante o dólar também explica a queda.

Estratégia do McDonald’s (MCDC34)

A estratégia do McDonald’s (MCDC34) está voltada para a experiência do cliente. Por conta disso, em 2016, com o boom das hamburguerias artesanais e gourmet, a empresa lançou a linha Signature.

Com o novo segmento, ela passou a oferecer lanches mais sofisticados do que os seus tradicionais “números”.

Seguindo a mesma linha, a empresa inaugurou em São Paulo o Méqui 1000, loja conceito que virou também ponto turístico.

Em termos publicitários, a companhia adotou o “Méqui”, maneira como as pessoas se referem à rede de lanchonetes, às suas campanhas, abrasileirando a marca.

Aposta nos reality shows

Outra grande aposta do McDonald’s (MCDC34) é com campanhas publicitárias em reality shows, como o Big Brother Brasil. Aliás, a empresa não apenas divulga, como emite promoções, combos e descontos especiais para quem assiste o programa.

Desempenho durante a pandemia

Durante a pandemia, o McDonald’s (MCDC34) chegou a vender 60% menos hambúrgueres do que estava acostumado. E passou a atender apenas por delivery e drive thru.

A empresa passou a focar, então, nos aplicativos de entrega. Também, reduziu as opções oferecidas, focando especialmente nos clássicos.

Ofertas especiais e valores reduzidos foram aplicados, para que o público fosse atraído novamente, apesar da crise.

Origem e história da companhia

Em 1937, os irmãos Richard e Maurice McDonald abriram uma barraca de cachorro-quente na Califórnia. Após três anos, eles fizeram uma primeira expansão, abrindo um restaurante chamado McDonald’s na tradicional Rota 66. O cardápio tinha 25 itens, mas a maioria era churrasco.

O primeiro lanche lançado pela dupla custava menos de 20 centavos de dólar e era entregue nos carros por garçonetes com patins. Com o preço baixo, a refeição se popularizou, o que aumentou o número de clientes.

Vendo que a receita da empresas vinha mesmo dos lanches, em 1948 o restaurante foi reinaugurado, mas vendendo apenas hambúrgueres, milk-shakes e batata frita.

Com o grande sucesso, em 1953, as franquias do McDonald’s (MCDC34) começam a surgir. Desde então, o foco em um atendimento rápido e de qualidade faz com que a empresa tenha ótimos resultados.

Atualmente, o Mc é a maior franquia de fast-food do mundo e está presente em quase duas dezenas de países.

O que é preciso fazer para investir na empresa?

Até outubro de 2020, os BDRs eram restritos a instituições financeiras e pessoas com mais de R$ 1 milhão em investimentos – os chamados investidores qualificados. Agora, estão acessíveis a qualquer pessoa física.

Quem adquire um BDR está, indiretamente, participando de uma empresa no exterior, e terá direito aos dividendos distribuídos pela companhia lá fora.

Funciona mais ou menos como um fundo de investimento. O investidor não vira o dono da ação, portanto não é sócio da empresa em questão.

Para comercializar um BDR, a instituição emissora do papel adquire várias ações de empresas estrangeiras. Depois monta um “pacote” e vende partes dele aos investidores. Logo, esses títulos são como cotas.

Para adquirir BDRs do McDonald’s, o investidor precisa procurar um banco ou uma corretora de valores autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).