CCR (CCRO3) e Vinci vencem leilão de aeroportos; arrecadação soma R$ 3,3 bi

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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A CCR (CCRO3) venceu a disputa pelos lotes Sul e Central no leilão de aeroportos na B3 (B3SA3) nesta quarta-feira (7). A empresa francesa Vinci Airports arrematou o Bloco Norte. No total, o governo arrecadou R$ 3,3 bilhões na disputa. É estimado que seja gerado R$ 6,1 bilhões em investimentos nos próximos 30 anos.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, o que amplia o desafio de busca pelas melhores aplicações para multiplicá-lo

Conforme a subsidiária da CCR, Companhia de Participações em Concessões, foi oferecido o pagamento de R$ 754 milhões pelo Bloco Central, ante valor mínimo de outorga de R$ 8,1 milhões.

De acordo com a empresa, a oferta de outorga foi de R$ 2,128 bilhões. O valor mínimo era de R$ 130,2 milhões. O lance da CCR pelo Bloco Sul representou um ágio de 1.534% em relação ao valor inicialmente fixado pelo edital. O resultado superou a meta do ministério da Infraestrutura.

As ações da CCR estavam em queda de 0,91% às 13h51, custando R$ 13,08 por papel.

A Vinci Airports venceu a concorrência pelo Bloco Norte, com oferta de R$ 420 milhões. O valor mínimo era de R$ 47,8 milhões.

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Valores ofertados

O leilão realizado teve a disputa de 22 aeroportos federais. Pelo Bloco Sul, os outros participantes foram o consórcio Infraestrutura Brasil Holding 12 e a empresa espanhola Aena. A primeira é formada pela gestora Pátria e por um novo entrante, que opera o aeroporto de Houston. Foi oferecido R$ 300 milhões (ágio total de 130,4%). Ainda mais, a Aena ofereceu R$ 1,05 bilhão (ágio de 706,4%).

Conforme reportagem da Valor, a CCR tem que realizar investimentos estimados em R$ 2,855 bilhões no bloco, composto por nove aeroportos. A receita projetada para a concessão é de R$ 7,45 bilhões.

Além disso, com o Bloco Central, a CCR deve fazer R$ 1,8 bilhão de investimentos ao longo dos 30 anos de concessão. A receita projetada é de R$ 3,6 bilhões.

Outros participantes da concorrência foram a ACI do Brasil (Inframérica) e o Consórcio Central Airports (Socicam). Os lances foram de R$ 9,78 milhões (ágio de 20,15%) e R$ 40,3 milhões (ágio de 395%), respectivamente.

Conquista da Vinci

O grupo francês Vinci venceu a disputa pelo Bloco Norte, com um lance de R$ 420 milhões de outorga. A representação de ágio foi de 777,47% sobre o valor inicialmente fixado pelo edital.

A participação da companhia não era esperada pelo governo. O consórcio Aero Brasil também participou. Entretanto, a oferta foi de R$ 50 milhões (ágio de 4,46%). Dado a oportunidade de aumentar o lance para se manter na disputa, não houve manifestação.

O contrato de 30 anos prevê investimentos de R$ 1,48 bilhão e receitas de R$ 3,6 bilhões ao longo da concessão. O lote era apontado como o mais desafiador do leilão de hoje, e possui sete aeroportos.

Por fim, o presidente da Vinci, Nicolas Notebaert, comemorou a vitória. Por mensagem de vídeo, afirmou que o grupo acredita na recuperação econômica do país após a pandemia.

“Estamos extremamente satisfeitos. É um passo importante na consolidação da empresa e do trabalho desenvolvido no Brasil e na América Latina. Estamos quase dobrando a quantidade de aeroportos na região”, disse.