Em relatório, o BTG reforçou a recomendação de compra para o ADR da Vale (VALE3), com preço-alvo de US$ 17,00. Isso porque, segundo o banco, os papéis da mineradora são inegavelmente baratas sob qualquer métrica.
O banco vê a negociação de ações da Vale abaixo 3,5 vezes Ebitda em 2021, o que significa que é negociada abaixo de seus pares.
A história de transformação da Vale nos últimos anos tem sido digna de nota, marcando o renascimento de uma gigante da mineração.
Por lado, a tragédia de Brumadinho exerceu uma onda de choque sobre a gestão para mudar a direção da empresa.
A agenda de segurança e ESG se tornaram metas primordiais de longo prazo, como a Vale preocupada em restaurar a credibilidade junto à sociedade.
Embora houvesse receio de como a agenda acionista seria tratada neste novo ambiente, temos a convicção de que a Vale vai permanecerá altamente “amigável ao acionista” daqui para frente. Uma alocação de capital disciplinada e um forte impulso de retorno de caixa devem permanecer, mesmo que a empresa enfrentando infortúnios recentes.
Redução gradual dos riscos
Embora o BTG avalie que as ações da Vale sejam inegavelmente baratas sob qualquer métrica, ele acredita que a redução do risco será um processo gradual baseado em três pilares:
- retornos em dinheiro (dividendos);
- uma forte recuperação dos volumes e redução dos custos futuros; e
- melhora marginalmente da percepção ESG (longo prazo).
Pontos positivos
- Vale continua sendo uma das grandes empresas mais baratas, negociando na 3,4x EV / Ebitda projetado para 2021;
- Retorno de caixa: um dos melhores “carry” do Ibovespa, e acredita-se que a empresa entregue retornos de caixa de cerca de 13% em 2021;
- Crescimento: este é um dos únicos players de minério de ferro com crescimento de volume no médio prazo. A Vale pode crescer perto de 30% no agregado de 2020-23 dado o atual efeitos de base;
- Reclassificação gradual: crescente foco da gestão em ESG;
- Lacuna injustificada para pares australianos: a Vale atualmente negocia com um desconto de cerca de 40% para os pares australianos, que o BTG considera excessivo; e
- Hedge de USD, assumindo que o cenário fiscal no Brasil piora ainda mais.
Negativos
- Resta indenização total das tragédias de Brumadinho e Samarco algo pouco claro para os participantes do mercado e pode impactar a avaliação;
- A percepção de risco em torno dos embarques de minério de ferro ainda está em vigor e a regulamentação meio ambiente no Brasil continua desafiador;
- Potencial excedente de fundos de pensão e BNDES vendendo participações na Vale. O BTG estima que cerca de 10% do capital total da Vale poderia chegar ao mercado durante nos próximos 12-18 meses;
- Vale ainda carrega um alto desconto dada a memória de Brumadinho e percepção de maior risco de segurança;
- A mineradora ainda tem perdas de fluxo de caixa relevantes (por exemplo, VNC, carvão).
Dividendos
Em relatório, o BTG escreveu que “é reconfortante ver que a Vale continua altamente comprometida com o retorno de caixa, mesmo em meio a intenso fluxo de notícias vindo de promotores nos últimos meses. A Vale sinaliza claramente ao mercado que está confortável com a alavancagem atual, esforços de reparação e saídas futuras”.
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