BTG (BPAC11) tem captação recorde e vê mudança de patamar com aumento de receita

Matheus Gagliano
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução/BTG (BPAC11)

O BTG Pactual (BPAC11) reportou nesta terça-feira (11) captação líquida recorde de R$ 76 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Esse foi um dos itens que ajudaram o banco de investimentos a obter lucro líquido de R$ 1,197 bilhão no primeiro trimestre de 2021.

O lucro obtido pelo banco foi 52% maior do que no primeiro trimestre de 2020. Naquela ocasião, o balanço fechou com lucro líquido de R$ 789 milhões. Já o lucro líquido contábil totalizou R$ 1,17 bilhão, 53,2% acima do 1TRI20.

O CEO, Roberto Sallouti, informou que as captações mudaram o banco de patamar. Nos três primeiros meses deste ano, só a captação de grandes fortunas atingiu R$ 33 bilhões. Somados, os dois primeiros trimestres de 2020 atingiram R$ 10 bi em captação, de acordo com reportagem do Valor Econômico.

Esse dado já vinha mostrando crescimento. Ainda em 2020, a captação por trimestre avançou para uma média de R$ 20 bilhões. Sallouti creditou esse aumento a investimentos na plataforma digital B2C, além de novos escritórios nos Estados Unidos e Portugal.

A captação recorde também ajudou o banco a obter receitas totais de R$ 2,796 bilhões. Este número é 84% superior ao mesmo período do ano passado. De acordo com matéria da agência Reuters, foi um trimestre bem intenso, marcado não só pela captação recorde dos fundos como também por grande negociação de ativos.

BTG (BPAC11 entra no varejo e mira assets

Além da captação recorde, o banco já se prepara para a entrada no varejo. Isso se dá com a mudança de atuação da empresa, com a criação da marca BTG+ e consolidação da aquisição do Banco Pan, além da compra da Necton Investimentos.

Para o diretor executivo, Marcello Dantas Leite, essas mudanças mudarão o banco de patamar. Em matéria do Terra, ele disse que há uma expectativa de crescimento na base de clientes. Além disso, a ideia é atrair de forma assertiva, alocando os novos clientes nas plataformas certas.

O banco também olha para o horizonte e tem em vista a aquisição de assets – companhias de gestão de ativos. O vice-presidente financeiro, João Dantas, afirmou que esta é uma das intenções da empresa.

A ideia é expandir a área de administração de grandes fortunas, de acordo com a Reuters. Mas este é um assunto para o futuro, pois o foco do banco ainda é a compra de pequenas e médias empresas.

Banco manterá fatia na Eneva (ENEV3)

O CEO da empresa também informou que a empresa pretende manter sua participação na Eneva (ENEV3), de 22,89%. Isso porque a avaliação que o banco tem é que há potencial de valorização da empresa de gás natural.

Sallouti explicou que a companhia tem uma carteira de novos projetos considerados relevantes. Essa decisão fez com a o banco reclassificasse a Eneva em seu balanço como “permanente”.