Boletim Macrofiscal eleva projeção para o PIB, de 3,5% para 5,3% este ano

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/BC

O Ministério da Economia divulgou nesta quarta-feira (14) o Boletim Macrofiscal de julho, da Secretaria de Política Econômica (SPE). Segundo o documento, houve alta na previsão para o PIB este ano: para 5,3%, ante 3,5% da divulgação anterior, de maio.

Veja os principais pontos de mudança apontados:

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  • PIB foi elevado em 2021 de 3,5% para 5,3%;
  • PIB em 2022 deve avançar 2,51%;
  • IPCA em 2021 foi elevado de 5,05% para 5,9%;
  • IPCA em 2022 se manteve em 3,5%.
Boletim Macrofiscal

Reprodução/BC

Sobre a inflação, vale lembrar que a meta para este ano é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Ou seja, o teto seria 5,25%, enquanto o piso seria de 2,25%. De acordo com o boletim, apesar da expectativa de estouro da meta, a inflação está “ancorada” e deve diminuir em 2022, fechando o próximo ano em 3,5%.

“A expectativa para a taxa de inflação (IPCA) para 2021 aumentou de 5,05% para 5,90%. Apesar de o valor projetado estar acima do teto da banda para 2021 (5,25%), a expectativa de inflação de mercado no médio prazo encontra-se ancorada e a projeção do IPCA converge para o centro da meta a partir de 2022 (3,5%)”, afirma o documento.

Reforça ainda que a economia brasileira está tendo recuperação econômica a taxas mais altas que nas retomadas após crises passadas. Mas que para a retomada continue e este crescimento seja sustentável no longo prazo, é necessário insistir na consolidação fiscal e em reformas estruturais pelo lado da oferta, que resultarão em aumento de produtividade e correção de má alocação de recursos.