Bitcoin pode passar da casa dos US$ 146 mil, prevê JPMorgan

Paulo Amaral
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Foto: Tombark/Pixabay

O bitcoin, criptomoeda que superou a marca de US$ 30 mil pela primeira vez na história no último dia 2, pode chegar a valer bem mais, segundo o JPMorgan.

A análise divulgada pelo banco de investimentos nesta terça-feira (5), apontou que o ativo pode superar a casa dos US$ 146 mil e seguir como um dos principais rivais do ouro no mercado de commodities.

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O valor da criptomoeda mais do que triplicou nos últimos seis meses e o ápice ocorreu com ela atingindo o recorde de US$ 34.800 em 2 de janeiro.

“A competição do bitcoin com o ouro já começou”, comentaram os analistas do JPMorgan, citando as recentes saídas de US$ 7 bilhões do ouro e entradas de mais de US$ 3 bilhões no Grayscale Bitcoin Trust.

Nova era para o bitcoin

A análise do JPMorgan apontou ainda que essa estrondosa valorização pode dar início à uma nova era para o bitcoin, que passou por uma fase de grande desconfiança no início do ano passado.

“Considerando o quão grande é o investimento financeiro em ouro, uma exclusão do ouro como moeda ‘alternativa’ implica uma grande vantagem para o bitcoin a longo prazo”, disse o JPM.

A valorização do Bitcoin em 2020 foi extraordinária, tanto em dólar quanto em real. Segundo o Portal do Bitcoin, a criptomoeda fechou o ano com 290% de valorização na moeda norte-americana, o que correspondeu a 420% de aumento na cotação em real.

Em números absolutos, a valorização do bitcoin é ainda mais impressionante. No Brasil, cada criptomoeda começou 2020 cotada a R$ 29.199,00, e encerrou o dia 31 de dezembro valendo R$ 152.960,00.

Mais valioso que o ouro?

Segundo o JPMorgan, é bem provável que a criptomoeda supere o ouro à medida que os jovens se tornam um componente mais importante do mercado de investimentos.

Os estrategistas avaliaram que o lado positivo está condicionado à volatilidade do bitcoin convergindo com a do ouro no longo prazo.

“Observamos que o espetacular rali do bitcoin das últimas semanas moveu o bitcoin para um território mais desafiador, não apenas em termos de seu cenário de posicionamento, mas também em termos de sua avaliação”, disse o banco.

O que esperar do bitcoin para 2021?

Após bater, pela primeira vez, a casa dos US$ 30 mil já no segundo dia de 2021, é certo dizer que a valorização da criptomoeda para esse ano seguirá o rumo de 2020, certo?

Em entrevista para o site Coin Telegraph, Tom Fitzpatrick, CEO do Citibank, deixou claro que a resposta é “sim”.

Segundo ele, o bitcoin pode disparar e chegar a valer até US$ 318 mil no fim de 2021, ou seja, uma valorização de 10,2 vezes no período.

Mike McGlone, analista da Bloomberg, também apostou alto em uma valorização ainda mais impressionante da criptomoeda para os próximos 12 meses.

Segundo ele, o ativo tem potencial para ultrapassar a barreira de mercado de US$ 1 trilhão (hoje está em US$ 550 bi, segundo o Bitstamp).

Simon Dedic, cofundador da Blockfyre e sócio-gerente da Moonrock Capital, compartilhou do otimismo dos outros analistas e apostou que cada bitcoin pode ultrapassar a casa de US$ 15o mil no decorrer de 2021.

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