Biden defende alta de impostos corporativos e não teme debandada de empresas

Paulo Amaral
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Crédito: Gage Skidmore/Flickr

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, passou parte da tarde desta segunda-feira (5) defendendo a proposta de elevar impostos corporativos como forma de ajudar no pagamento dos gastos de infraestrutura do país.

Segundo o Chefe de Estado norte-americano, não há motivos para temer qualquer impacto negativo na economia ou uma espécie de debandada das empresas dos Estados Unidos.

O pacote apresentado na quarta-feira (31) tem como objetivo fazer o setor corporativo norte-americano se tornar uma espécie de financiador de projetos que gerem empregos para a população do país para trabalhar em obras, bem como no combate à mudança climática e na promoção de serviços sociais.

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O plano de gastos de infraestrutura apresentado pelo presidente, no valor de US$ 2,3 trilhões, prevê o aumento da alíquota corporativa para 28%.

Secretária de Biden quer imposto mínimo

Enquanto isso, Janet Yellen, secretária do Tesouro dos Estados Unidos que assumiu a pasta no governo Biden, afirmou estar trabalhando para criar um imposto global corporativo mínimo.

Yellen estaria conversando com os países do G20 para que essa alíquota única seja criada rapidamente e, com isso, coloque um ponto final na guerra fiscal de 30 anos nas alíquotas de imposto corporativo.

Durante participação junto ao Conselho de Chicago para Assuntos Globais, Yellen avisou que levará a discussão às reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

A ideia é também discutir mudança climática, melhorar o acesso às vacinas e encorajar os países a apoiar uma recuperação global forte.

“Estou pedindo aos nossos parceiros que continuem com um forte esforço fiscal e evitem retirar o apoio cedo demais, para promovermos uma forte recuperação e ajudarmos a evitar o surgimento de desequilíbrios globais.”

Segundo Yellen  a ideia é criar “países com sistemas tributários estáveis ​​que arrecadem receitas suficientes em bens públicos essenciais e respondam a crises, e que todos os cidadãos compartilhem de forma justa o fardo de financiar o governo”.

A secretária informou que faz parte do plano de Biden uma taxa mínima de imposto sobre as empresas de 21%, além de isenções sobre a renda de países que não cobrarem imposto mínimo.