Azul (AZUL4) reverte prejuízo e lucra R$ 1,07 bilhão no 2TRI21

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Azul/Divulgação

A Azul (AZUL4) reverteu o prejuízo de R$ 2,9 bilhões do 2TRI20 e lucrou R$ 1,073 bilhão no segundo trimestre de 2021 (2TRI21).

O resultado veio melhor do que o consenso do mercado, que previa prejuízo de R$ 480 milhões no 2TRI21.

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Os resultados foram impactados pelo avanço da vacinação no Brasil e o efeito cambial.

Segundo a Azul, lucro foi ajustado pelos resultados não realizados de derivativos e variação cambial, totalizando ganho de R$ 2,2 bilhões no 2TRI21, prejuízo de R$ 1,4 bilhão no 2TRI20 e prejuízo de R$ 175,7 milhões no 2TRI19.

Azul (AZUL4): principais números do balanço do 2TRI21

Lucro/prejuízo líquido

  • Lucro 2TRI21: R$ 1,073 bilhão
  • Prejuízo 2TRI20: R$ 2,936 bilhões

Ebitda ajustado

  • Ebitda 2TRI21: R$ – 50,9 milhões
  • Ebitda 2TRI20: R$ – 324,4 milhões

Receita líquida

  • Receita 2TRI21: R$ 1,702 bilhão
  • Receita 2TRI20: R$ 401,6 milhões

Ebitda e receita melhoram no 2TRI21

O Ebitda ajustado da Azul (AZUL4) passou de – R$ 324,4 milhões (2TRI20) para – R$ 50,9 milhões (2TRI21).

Assim, o indicador melhorou 84%.

A receita líquida da Azul (AZUL4) teve alta de 323,9% no 2TRI21.

Assim, o indicador subiu de R$ 401,6 milhões para R$ 1,702 bilhão ao fim do 2TRI21.

A receita de passageiros no 2TRI21 aumentou 401,7% ano contra ano, mostrando uma clara recuperação da demanda principalmente após a aceleração da vacinação no Brasil.

Comparando com o 2TRI19, pré-pandemia, a receita operacional líquida do 2TRI21 caiu 35%. No 2TRI19 a empresa registrou R$ 2,6 bilhões de receita.

Outros destaques do 2TRI21 da Azul (AZUL4)

O Prask (Receita de passageiros por assentos-quilômetros oferecidos) registrou um crescimento de 14,6% no 2TRI21 comparado ao 2T20 e 4,2% comparado ao 1T21. Segundo a Azul, esses indicadores são mais uma evidência da retomada racional de capacidade e das vantagens competitivas da nossa malha e modelo de negócio.

Os investimentos totalizaram R$ 132 milhões no 2T21, comparado com R$ 58,9 milhões no 2T20, principalmente devido a eventos de manutenção de motor e à aquisição de peças e motores no trimestre, preparando a frota para o segundo semestre do ano. Os investimentos no 2T19 foram de R$ 365,3 milhões.

Azul Cargo apresentou mais um recorde de receita. A receita líquida cresceu 137,2% em comparação com o 2T19 mesmo com a queda de 33,2% nas decolagens, impulsionada pela forte demanda por nossas soluções logísticas sustentadas pela nossa abrangente malha doméstica e internacional.

As despesas operacionais reduziram 7,3% ou R$ 165,1 milhões em comparação ao 2T19, devido principalmente à menor capacidade e iniciativas de redução de custo implantadas desde o início da pandemia para garantir maior eficiência operacional no futuro.

Por fim, a Azul encerrou o trimestre com R$ 5,5 bilhões de liquidez imediata. E ainda R$ 8,2 bilhões de liquidez total. As duas foram as maiores da história da empresa.