Anbima: indústria de fundos de investimentos tem aportes líquidos de R$ 35,4 bi em março

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Foto: Anbima revisa inflação para 2,8% até o fim de 2020

O mês de março foi marcado por incertezas em função dos efeitos na economia do avanço da Covid-19. Ainda assim, a indústria de fundos encerrou com aporte líquido de R$ 35,4 bilhões no período. É o que informa balanço divulgado nesta terça (4) pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

No primeiro trimestre de 2021, o segmento acumulou R$ 83,8 bilhões em entrada líquida, o que corresponde a um aumento de 120% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A classe com a maior captação líquida no mês foi FIDC (Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios), no tipo Agro, Indústria e Comércio: R$ 12,6 bilhões.

Anbima: FIDC teve entrada de R$ 17,5 bi

No acumulado deste ano, o FIDC Agro, Indústria e Comércio apresentou entrada líquida de recursos na ordem de R$ 17,5 bilhões.

Esse resultado é decorrente de R$ 10,8 bilhões em aporte líquido em março do fundo mais representativo dentro desse tipo, chegando a R$ 17,7 bilhões somente em 2021 – no mesmo período do ano anterior, esse fundo havia resgatado R$ 6,3 bilhões líquidos.

Em seguida, a classe renda fixa exibiu aporte líquido de R$ 12,1 bilhões em março, totalizando R$ 61,4 bilhões no ano. Dentro da classe, o tipo duração baixo soberano captou R$ 22 bilhões líquidos no mês. Em ambos os períodos, os saldos foram influenciados por movimentos concentrados, sobretudo, em fundos com baixa duração.

Anbima: ações apresentaram saldo de R$ 6 bilhões

Na classe das ações, houve saldo líquido positivo de R$ 6 bilhões nesse mês, registrando saída líquida no ano de R$ 11,2 bilhões.

Este último saldo é justificado por dois eventos atípicos, em especial a amortização (R$ 43,9 bilhões) de um fundo de pensão (efeito de redução) e a alteração da classe de um fundo FIP para ações (efeito de aumento) com PL próximo de R$ 20 bilhões – isso significa que, no ano, aproximadamente R$ 13 bilhões líquidos foram de movimentos pulverizados.

Entre os tipos da classe, o ações livre recebeu aporte líquido no valor de R$ 3,6 bilhões no mês.

Classe multimercados

A classe multimercados encerrou março com entrada líquida de R$ 5 bilhões, alcançando R$ 24,6 bilhões no ano, resultado abaixo apenas do segmento de renda fixa.

A classe teve 4 de 11 tipos com captação líquida positiva no mês, tendo multimercados livre e investimento no exterior os maiores resultados líquidos, R$ 3,8 bilhões e R$ 3 bilhões, nesta ordem.

Com relação às rentabilidades, analisando os tipos com o maior PL de cada classe, o duração baixa soberano (PL de R$ 548,8 bilhões) da classe renda fixa performou 0,15% e 0,34%, mês e ano, respectivamente.

Na classe das ações, a maioria dos tipos ficaram com suas rentabilidades positivas em março (11 de 12); o ações livre (PL de R$ 278 bilhões) rentabilizou 2,60% no período e desvalorizou 0,23% no ano. Na classe multimercados, o investimento no exterior (PL de R$ 588,3 bilhões) avançou 0,97% em março e acumula variação de 2,71% em 2021.