Zona do euro teve queda na produção industrial antes das paralisações

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Unsplash

Em fevereiro, antes que a Europa adotasse bloqueios e paralisações como medidas de contenção à pandemia de coronavírus, a indústria da zona do euro já apresentava uma pequena retração.

Naquele mês, a produção industrial recuou 0,1%, ante um crescimento de 2,3% em janeiro. A queda foi revelada nesta quinta-feira (16), pelo Eurostat, escritório oficial de estatísticas da União Europeia.

A expectativa do mercado era que a queda fosse um pouco maior: 0,2%.

Na União Europeia como um todo, a produção industrial manteve-se inalterada em fevereiro (2,1%).

Na comparação anual, com fevereiro de 2019, houve queda de 1,9% na zona do euro e de 1,3% na União Europeia.

Recuo por segmento

Na análise por segmentos, houve retração de 2% na produção de bens de consumo duráveis, e de 1,5% na de bens de capital. A produção de bens intermediários e de consumo não duráveis aumentou 0,4%. O setor de energia subiu sua produção em 0,7%.

Na União Europeia, a produção de bens de consumo duráveis caiu 1,4%. Os bens de capital recuaram 1,2%. Bens intermediários e bens de consumo não duráveis registraram aumento de 0,6%. E energia, aumento de 1%.

Recuo por países-membro da zona do euro

Entre os países, o relatório do Eurostat de fevereiro registrou recuos maiores na produção industrial na Grécia (-3,7%), em Portugal (-2,8%) e em Malta (-2,6%).

Os aumentos mais significativos foram observados na Estônia (+ 8,7%), na Dinamarca (+ 3,7%) e na Letônia (+ 3,1%).

Comparação anual, com fevereiro de 2019

Já na análise anual, comparando fevereiro de 2020 com fevereiro de 2019, a produção de bens de capital caiu 3,6%. A energia retraiu 2,2% e bens intermediários, 0,8%.

A produção de bens de consumo não duráveis aumentou 0,1% e bens de consumo duráveis em 0,9%.

Na União Europeia, a produção de bens de capital caiu 3,1%, a energia 1,7% e os bens intermediários 0,2%. Isto enquanto a produção de bens de consumo não duráveis aumentou 0,5%. E os bens de consumo duráveis, 1,5%.

As maiores reduções aconteceram em Luxemburgo (-8,0%), na Irlanda (-6,8%) e na Grécia (-3,5%).

Os maiores aumentos foram observados em Malta (+ 10,5%), na Polônia (+ 3,6%) e na Eslovênia (+ 2,4%).