Com cenário de crise, XP recomenda cautela e diversificação

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Divulgação/XP

Em relatório a investidores publicado neste sábado (25), a XP Investimentos avalia os impactos da saída do agora ex-ministro Sérgio Moro do governo de Jair Bolsonaro.

Para a corretora, a demissão de Moro abre uma terceira frente de crise no Brasil. “Além da crise na saúde e na economia, agora enfrentamos também uma crise política”, afirma o relatório.

A recomendação, agora, é por cautela e diversificação.

“Acreditamos que a volatilidade deve continuar elevada. O mercado continuará sensível às notícias do coronavírus e da saúde, da economia, do crédito das empresas e, agora, do ambiente político”.

“Nesse cenário, achamos prudente que investidores mantenham uma carteira diversificada e busquem aumentar exposição em ativos de menor risco”, complementa o comunicado.

XP: ativos indicados

  • Ativos Internacionais: ações globais, fundos de investimento de renda fixa ou ações globais, BDRs e ETFs internacionais listados na B3 e COEs.
  • Ativos capazes de diversificar o portfólio: fundos long short e quantitativos.
  • Ativos anti-cíclicos e reais: ações, imobiliário (FIIs) e ouro. A sugestão é de 10% a 30% da parcela em ações e fundos de ações.
  • Ações de empresas multinacionais e com receita dolarizada: como VALE, JBS, Marfrig, Suzano e Klabin e ações de empresas boas pagadoras de dividendos.
  • Títulos de renda fixa de prazo mais curto (Tesouro Direto), e debêntures com baixo risco e de empresas sólidas.

Recomendações na Renda Fixa

Segundo a XP, agora o cenário ficou mais incerto para 2021 e é preciso acompanhar as três frentes de crise (saúde, economia e política). Por isso, é prudente que a cautela de curto prazo seja mantida.

A cautela pode ser traduzida pela busca de investimentos mais curtos ou ativos mais seguros.

A buscar por ativos de prazo mais curto, ressalta a corretora, não significa abrir mão da rentabilidade.

“Desde o início da crise do covid-19 no Brasil, as rentabilidades de ativos de renda fixa se elevaram. Inclusive para vencimentos de até um ou dois anos”, avalia a empresa.

A primeira indicação é o Tesouro Direto, opção mais segura.

Na sequência, emissões bancárias, como CDBs, LCIs e LCAs são garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para investimentos de até R$ 250 mil por CPF e conglomerado financeiro.

Por fim, as emissões de crédito privado (debêntures, CRIs e CRAs) são naturalmente mais arriscadas. Por isso, é essencial entender o risco do emissor antes de tomar decisões. “O ideal seria buscar emissões de empresas de baixo risco (rating elevado) e com solidez”, finaliza.

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