XP Inc fará oferta de secundária de ações nos EUA

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação / XP Investimentos

A XP Inc prepara uma oferta secundária de ações (follow on), que poderá movimentar até US$ 1 bilhão.

De acordo com a InfoMoney, serão vendidas 19,5 milhões de ações classe A, pertencentes a XP Controle Participações SA e pela General Atlantic, fundo de private equity.

Após a oferta, os principais acionistas, XP Controle Participações, ou XP Controle, ITB Holding Brasil Participações Ltda, ou Itaú, e General Atlantic (XP) Bermuda, L.P., ou GA Bermuda, vão deter 79,49% do capital.

Assim, a XP Controle manterá aproximadamente 53,57% do poder de voto após a oferta.

A oferta poderá ser acrescida em até 2,9 milhões de ações classe A, o que resultaria em um total de ações vendidas de 22,4 milhões.

Nesta segunda-feira (29), as ações da XP enceraram o dia cotadas a US$ 43,52 na Nasdaq.

Em dezembro do ano passado, a companhia estreou na bolsa americana, no nono maior IPO de 2019.

Na estreia, a companhia alcançou valor de mercado de US$ 14,9 bilhões e movimentou US$ 2,25 bilhões.

Benchimol no IPO da XP na Nasdaq

Benchimol no IPO da XP na Nasdaq

Prévia operacional

O lucro líquido ajustado do segundo trimestre, deve ficar entre R$ 420 milhões e R$ 520 milhões. No mesmo período de 2019, o lucro ficou em R$ 228 milhões.

Já a receita bruta deve ultrapassar R$ 1,850 bilhão, um crescimento esperado entre 50% e 60%.

Enquanto isso, a margem líquida ajustada deve ficar entre 24% e 28%, ante 20% no mesmo período de 2019.

A receita líquida em junho de 2020 deve ficar entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões, segundo a companhia, frente aos R$ 8,3 bilhões em maio e R$ 6,9 bilhões em abril deste ano.

XP Inc resultado do primeiro trimestre

A XP Inc registrou um lucro líquido ajustado de R$ 415 milhões no primeiro trimestre, uma alta de 147% sobre igual período de 2019.

Já a margem líquida ajustada somou 23,9% ante 18% de na comparação anual.

Já os clientes ativos totalizaram 2,0 milhões no final de março, alta de 81% ante os 1,1 milhão de um ano antes.

De acordo com a XP, o crescimento foi impulsionado pela expansão dos canais diretos e B2B.