Witzel vê “namoro” entre PSC e PSL visando às eleições

Paulo Amaral
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Crédito: Foto: Philippe Lima

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, definiu como “namoro” a aproximação entre o seu partido, PSC, e o PSL, antiga legenda do presidente Bolsonaro.

Segundo a Reuters, a proximidade entre os partidos se deu por conta da afinidade ideológica entre elas, e o “casamento” estaria marcado para outubro, data das eleições municipais.

“Nessas eleições estamos muito próximos e na de 2022 também estaremos próximos e temos que pensar o Brasil. Sou candidato à reeleição no Estado, mas temos que pensar e ter projeto do Brasil”, declarou, em coletiva.

O PSL conta hoje com uma bancada representativa no Congresso, além de governadores em três Estados e dois senadores. Por conta disso, refutou a proposta do pastor Everaldo, líder do PSC, de se incorporar à legenda, contrapropondo uma fusão entre elas.

Witzel reiterou, no entanto, que os pensamentos de ambos os partidos são bastante similares e que, por isso, a aproximação é inevitável.

“Esses princípios que temos em comum nos aproximam muito. O PSL tem uma fundação poderosa com milhões mensais em projetos e nós precisamos de um projeto para o Brasil que ainda não encaixou, não decolou e está patinando”.

Quem paga a conta?

O governador do Rio de Janeiro aproveitou a presença dos jornalistas para informar que a procuradoria do Estado moverá uma ação no Supremo Tribunal Federal contra a União.

O objetivo é cobrar os custos que o Rio de Janeiro tem com segurança e, principalmente, manutenção de presídios.

“Temos um custo de 11 bilhões de reais com polícias ao ano e metade disso é custo da União; metade dos custos de presídios tem que ser suportado pela União”, bradou.

“Tem que se avaliar com governadores uma política de segurança nacional e é preciso uma articulação do presidente Bolsonaro e governadores”, finalizou Witzel.