Westpac, segundo maior banco da Austrália, é acusado de burlar leis contra lavagem de dinheiro 23 milhões de vezes

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.

Crédito: Reprodução/Facebook

O Westpac Banking Corp., segundo maior banco da Austrália, está sendo acusado de ter burlado as leis contra lavagem de dinheiro do país 23 milhões de vezes.

Segundo a investigação da agência de inteligência financeira australiana, a empresa deixou de relatar US$ 7,5 bilhões em transferências internacionais.

As informações foram divulgadas pelo Wall Street Journal e dão conta de que as infrações vem acontecendo desde 2013, ano em que o banco adotou uma abordagem ad hoc (“para isto” ou “para esta finalidade específica”) em relação à lavagem de dinheiro e gerenciamento e conformidade de riscos de financiamento do terrorismo.

O anúncio do escândalo derrubou as ações do Westpac no pregão da Bolsa de Valores de Sidney em 3,3 pontos percentuais e deixou o primeiro-ministro do país, Scott Morrison, “absolutamente espantado” com as acusações.

O Westpac pode ter de pagar até 21 milhões de dólares australianos (US$ 15,7 milhões) por cada acusação recebida nesse mais recente escândalo.

Mais um caso

Esse é o segundo banco do país a ter seu nome envolvido em escândalos do tipo em um intervalo inferior a um ano. Em 2018 o Commonwealth Bank of Australia foi acusado de 53.800 violações sobre lavagem de dinheiro e, como pena, recebeu uma multa de 475 milhões de dólares, a maior penalidade civil corporativa imposta na Austrália… Pelo menos até agora.