Secretário da Fazenda: endividamento é “grande febre” no Brasil

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Fábio Rodrigies Pozzebom/Agência Brasil

O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (24) que o nível de endividamento do Brasil é “grande febre” que demanda cuidados.

De acordo com ele, há limites para elevação do nível de gastos. As informações são da Agência Reuters.

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“Sim, há limites (fiscais). E esses limites têm, como se fosse num paciente, febre ou temperatura para você medir o que está ocorrendo. Qual é a nossa grande febre, o sintoma que precisamos cuidar? O nível de endividamento”, afirmou. 

Durante participação em comissão do Congresso, Rodrigues disse que a dívida encurtou bastante.

“Isso está sendo monitorado, está sendo tratado com total atenção. O que nós estamos fazendo é uma política, no dia a dia, vendo custos e benefícios na alocação”, acrescentou.

Waldery afirmou que os prêmios de risco associados às LFTs, títulos pós-fixados atrelados à Selic, baixaram em relação ao pico observado no final de setembro, início de outubro.

Endividamento público

Na sexta-feira passada (20), o secretário também afirmou que a venda de reservas internacionais para reduzir o endividamento público está no cardápio do governo. Entretanto, a decisão cabe ao Banco Central (BC). 

Ele ressaltou que o procedimento foi executado no ano passado e poderá ser repetido em 2021, caso haja intenção.

Waldery Rodrigues comentou declarações dadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmando que seria possível ao governo queimar “um pouco” das reservas externas do país para diminuir a dívida bruta. Esta deve crescer para 96% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020.

“A fala do ministro entrou no contexto de uma gestão macroeconômica mais integrada [entre o Ministério da Economia e do BC] e mais bem feita, mais bem desenhada”, disse Rodrigues.

Além disso, as reservas internacionais em dólar servem como um seguro para momentos de crise. Elas garantem que o país terá moeda estrangeira para cumprir suas obrigações com o resto do mundo.

Caso o Banco Central venda parte do montante que tem em dólar, o país terá mais moeda doméstica à sua disposição. Portanto, pode usar o recurso para comprar papéis da dívida pública brasileira, reduzindo a mesma.

Arrecadação de impostos sobe 9,56% em outubro

Por fim, a Receita Federal divulgou hoje que a arrecadação total em outubro de 2020 atingiu o valor de R$ 153,938 bilhões. O montante registra acréscimo real (IPCA) de 9,56% em relação ao mesmo mês em 2019. O resultado foi o melhor para o mês desde 2016.

Conforme o informativo, a Receita ainda destacou que a arrecadação alcançou o valor de R$ 1,180 trilhão. Este valor foi acumulado no período de janeiro a outubro de 2020, representando um decréscimo de 9,45%.

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