Waldery prevê contingenciamento e defende controle de gastos

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: José Cruz/Agência Brasil

Na terça-feira (10), o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, disse que o governo deve fazer contingenciamento de despesas. De acordo informações da Reuters, assim será possível garantir o cumprimento da meta fiscal de 2020. E, também visando o cenário econômico global, Waldery defendeu o controle de gastos, eliminando qualquer possibilidade de flexibilização do teto.

Conforme a publicação, a declaração do secretário, pós-evento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), afirma que os “dados apontam” para os contingenciamentos como “cenário mais provável.” Waldery ainda ressaltou que o governo iria revisar os parâmetros econômicos, nesta quarta-feira (11). Pois há a previsão de corte na projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), esperada em alta de 2,4%. À Reuters, ele afirmou que o novo valor pode superar os 2%.

Assim, Waldery defende algumas medidas que sustentam a restrição de recursos para garantir o cumprimento da meta de déficit primário. Entre elas, a revisão do valor médio do petróleo Brent, usado como parâmetro. Isso porque o PIB mais baixo e o petróleo mais barato causam impacto na receita do governo. E pode levar ao bloqueio de R$ 124,1 bilhões, para assim então conseguir cumprir a meta.

A Reuters também questionou o secretário sobre a postura internacional de fortalecer medidas de estímulo fiscal aos países. Isso devido à instabilidade econômica causada pelo surto de coronavírus e a recente queda no preço do petróleo. Waldery respondeu à agência que, no Brasil, o espaço fiscal é limitado. “Acompanhamos movimentos de países por estímulos fiscais, não descartamos análises e estudos. Mas nossa diretriz hoje é nos mantermos na defesa das medidas estruturais que propusemos”, disse.

Waldery ecoa Guedes

Waldery reforçou a fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, em estimular a aprovação de reformas e buscar o ajuste fiscal. Diante disso, o secretário eliminou qualquer flexibilização no teto de gastos, limitando o aumento das despesas públicas. “Teto de gastos é de enorme importância e defendemos que seja mantido”, disse à Reuters. Ele ainda enfatizou a importância em aprovar as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) do Pacto Federativo, Emergencial e dos Fundos Públicos. Além das reformas tributária, administrativa e projeto para o Plano de Equilíbrio Fiscal dos Estados.