Via Varejo (VVAR3) reverte prejuízo e registra lucro de R$ 13 milhões no 1TRI20

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Divulgação

A Via Varejo (VVAR3), gigante varejista dona de marcas como a Casas Bahia e o Ponto Frio, divulgou, nesta quarta (13), os resultados do balanço do 1º trimestre de 2020. A companhia informou que registrou lucro líquido de R$ 13 milhões, revertendo prejuízo de R$ 50 milhões, reportado no mesmo período em 2019.

A empresa afirmou que o lucro líquido estimado para este primeiro trimestre seria de R$ 100 milhões, não fosse o impacto da crise do novo coronavírus. A quarentena na maioria das capitais fechou lojas e diminuiu o volume de vendas nas lojas físicas, mas aumentou as do e-commerce.

Impactos e medidas antes da pandemia

A Via Varejo diz que já vinha monitorado os possíveis efeitos da Covid-19 antes do início das medidas de restrição determinadas por governadores e prefeitos: “O monitoramento começou em janeiro, quando parecia ser somente um risco de abastecimento de suprimentos e peças para nossos fornecedores.”

A empresa completa, em nota divulgada na noite desta quarta: “Naquele momento eram medidas ligadas à garantia do nosso abastecimento. Entretanto, em março as coisas começaram a parecer trazer grande impacto para o Brasil, para os brasileiros e nossa economia. A Organização Mundial de Saúde já decretara que o surto configurava uma pandemia global.”

Para minimizar os efeitos, a Via Varejo adotou, na semana anterior ao carnaval, “uma série de medidas em suas operações com a instituição de comitês extraordinários visando maior celeridade na tomada de decisão e na reação aos novos desafios decorrentes da pandemia”.

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A receita líquida ficou em R$ 6,339 bilhões. Esse cifra é praticamente similar à apurada em 2019, no mesmo período: a elevação é de 0,1%. Naquele período a receita apresentada foi de R$ 6,330 bilhões.

De acordo com a empresa varejista, esse resultado da receita líquida seria de R$ 6.948 se o surto de Covid-19 não fechasse as portas das lojas físicas.

Ebitda

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) ajustado foi de R$ 621 milhões. resultado 21,08% maior que o do 1TRI19, quando atingiu R$ 510 milhões. A empresa assinalou: sem a crise do Covid-19, esse montante chegaria a R$ 719 milhões.

A margem Ebtida ajustada ficou em 9,8%, alta de 1,74 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado.

Vendas lojas físicas X lojas online

As vendas em lojas físicas registraram recuo de 7,1% e somaram R$ 5,722 bilhões.

A varejista ressalta: “Devido ao impacto do fechamento das lojas no dia 21 de março de 2020, adicionaríamos no resultado vendas brutas de R$ 726 milhões (equivalente a vendas líquidas de R$ 608 milhões).”

Mas as vendas online avançaram 48,6%, chegando a R$ 1,704 bilhão.

Isso fez com que a receita bruta ficasse em R$ 7,426 bilhões, alta 0,9% em relação aos três primeiros meses de 2019. Outro dado que sinaliza o impacto do novo coronavírus: esse resultado seria de R$ 8,034 bilhões sem os efeitos da pandemia.

Diz a varejista: “As vendas “mesmas lojas”do 1T20 tiveram variação de (8,0%), mas no pré fechamento das lojas o crescimento estava em 4,2%, refletindo a evolução gradual desde a chegada do novo time na liderança.”

Veja os resultados:

A Via Varejo comenta: “Nas lojas físicas, observávamos crescimento de 4,2% até o dia do fechamento. De início, 70% das nossas vendas desapareceram. Mas, rapidamente,a performance do e-commerce, somada à iniciativa do vendedor online, começaram a compensar boa parte da queda de vendas.”

E conclui: “Em abril, com o e-commerce excepcionalmente bem, o vendedor online ainda mais forte e cerca de 224 lojas reabertas, atingimos cerca de 70% do orçamento total de vendas original previsto. Vale ressaltar que as lojas reabertas vêm apresentando performance de vendas similar aos níveis de faturamento anteriores ao início da pandemia.”

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