Votação do 13º do Bolsa Família é adiada; governo afirma que não há dinheiro

Marcelo Hailer Sanchez
Jornalista, Doutor em Ciências Sociais (PUC-SP) e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Pesquisador em Inanna (NIP-PUC-SP). Trabalhei nas redações do Mix Brasil, Revista Junior, Revista A Capa e Revista Fórum. Também tenho trabalhos publicados no Observatório da Imprensa e revista Caros Amigos. Sou co-autor do livro "O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente" (AnnaBlume).

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A votação da Medida Provisória (MP) que torna o 13º permanente aos beneficiários do Bolsa Família foi adiada. De acordo com informações do portal UOL, após a leitura do relatório na comissão mista, feita pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), os deputados Marcelo Ramos (PL-AM) e Patrus Ananias (PT-MG) pediram vistas e a sessão foi suspensa. Governo federal alega que não há dinheiro para manter o abono natalino.

O objetivo do governo Bolsonaro é de que o benefício fosse pago apenas no ano passado, para que o recém eleito presidente cumprisse uma promessa de campanha. Porém, em seu relatório, o senador Randolfe pede que a medida se torne fixa. Agora, o governo corre pra derrubar a MP, pois, cálculos revelam um impacto de R$ 8 bilhões nos cofres públicos. A estratégia é fazer com que a MP, que tem prazo de 60 dias, caduque.

De acordo com o UOL, setores do governo alegam que não há dinheiro e que, se a MP for aprovada, pode ferir o teto de gastos do Executivo.