Volume de chuva leva ANM a emitir alerta por segurança de barragens em MG

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Reprodução (Agência Senado)

O volume forte de chuvas em Minas Gerais fez a Agência Nacional de Mineração (ANM) a emitir, nesta quinta (23), um alerta no estado a empresas que são donas de barragens de rejeitos. As companhias precisam reforçar a segurança em barragens e intensificar o monitoramento dessas construções para evitar o rompimento e comunicar aos moradores de cidades próximas sobre os riscos.

Entre essas companhias que controlam barragens está a Vale (VALE3), empresa que atuava em Brumadinho (MG), local  da tragédia que matou 259 pessoas e deixou 11 desaparecidos em 25 de janeiro de 2019.

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O alerta da ANM foi emitido também para barragens  para o estado de Minas e também para o Rio de Janeiro, Espírito Santo e Goiás.

Planos de evacuação

Há 25 barragens em MG em estado de alerta, por causa da previsão de que chova mais de 100 mm no estado nos próximos dias.

Desse número total de barragens em risco, dezoito se enquadram no que a ANM classifica como nível 1 – aquelas que estão situadas nas imediações de municípios e que não precisam ter moradores removidos nem colocar em prática planos de emergência.

Estado de prontidão

O nível 1 coloca essas cidades em “estado de prontidão”, quando o quadro pode ser controlado pela empresa adona da barragem.

Das 25 barragens, três, porém, são consideradas pela agência no “nível 2”. Esse estágio prevê que as empresas e municípios evacuem a cidade assim que for tocada a sirene de emergência.

Rompimento iminente

O risco maior está com quatro cidades, classificadas como nível 3 — quando risco de rompimento de barragem é maior. São elas, de acordo com reportagem do porta G1: Macacos, Forquilha I e Forquilha III, em Ouro Preto, e a região de Sul Superior, em Barão de Cocais, a 93 km de Belo Horizonte.

Nessas cidades há barragens controladas pela Vale, dona da barragem que se rompeu em Brumadinho.

Executivos e funcionários da Vale (VALE3) e da consultoria Tüv Süd foram denunciados pelo Ministério Público de Minas Gerais. Eles são acusados de homicídio doloso duplamente qualificado e crimes ambientais em razão da tragédia de Brumadinho. Entre os 16 denunciados está o ex-presidente da Vale Fabio Schvartsman, de acordo com o Estadão.

O rompimento da barragem, que completa um ano no próximo sábado, causou 259 mortes e deixou, até o momento, 11 pessoas desaparecidas.

 

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