Viver (VIVR3) registra prejuízo de R$ 79,6 milhões no 3TRI20

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Reprodução / Viver

A Viver Incorporadora e Construtora (VIVR3), em recuperação judicial, reportou um prejuízo de R$ 79,6 milhões no terceiro trimestre de 2020.

No mesmo trimestre do ano anterior, o prejuízo foi de R$ 80 milhões.

A construtora atribui o desempenho negativo do trimestre a não realização de lançamentos de novos projetos, bem como a baixa margem de venda dos projetos do legado e a atualização das dívidas extra concursais.

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O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou negativo em R$ 69,19 milhões, uma piora de 8,1%. A margem Ebitda foi negativa em 904,5%, contra uma margem positiva em 131,9% um ano antes.

O resultado financeiro foi negativo em R$ 9,2 milhões no terceiro trimestre, baixa de 1%.

“Importante ressaltar que somente dívidas extra concursais impactam a conta de despesas financeiras”, destacou a Viver.

Operacional

A receita operacional líquida da Viver foi positiva em R$ 7,7 milhões, revertendo a receita negativa de R$ 48,5 milhões.

No terceiro trimestre, o prejuízo bruto foi de R$ 1,9 milhões, redução de 86%. Já a margem bruta foi negativa em 24,5%, revertendo a margem positiva de 28%.

As despesas com comercialização totalizaram R$ 0,4 milhões

Já as despesas gerais e administrativas, líquidas de depreciação, amortização e custos de reestruturação, foram de R$ 5,9 milhões no período.

A dívida líquida da Viver encerrou o terceiro trimestre de 2020 em R$ 249 milhões.

Estoque

No final de 2019, o saldo do estoque era de R$ 267 milhões, queda de 26% na base anual.

O estoque da Viver inclui terrenos adquiridos em dinheiro e via permuta, construções em andamento e unidades concluídas.

“A Companhia não realizou lançamentos em 2020, em linha com sua estratégia de preservação de caixa como também para direcionar os esforços no seu processo de reestruturação e recuperação judicial”, informou a construtora.

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