Viver (VIVR3) registra prejuízo de R$ 63,9 mi no 4TRI20, alta de 37,1%

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução / Viver

A Viver (VIVR3), em recuperação judicial, reportou um prejuízo de R$ 63,9 milhões no quarto trimestre de 2020. No mesmo trimestre do ano anterior, o prejuízo foi de R$ 46,6 milhões.

Já no acumulado de 2020, a Companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 180,8 milhões.

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A construtora atribui o desempenho negativo do trimestre ao reconhecimento de Impairment de imóveis a comercializar e terrenos no montante de R$ 14,7 milhões e aumento na provisão para demandas judiciais no montante de R$ 36,3 milhões.

No trimestre, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou negativo em R$ 53,7 milhões, uma piora de 70,5%. A margem Ebitda foi negativa em 322,6%, contra uma margem positiva de 84,3% um ano antes.

Em 2020, o número de distratos totalizou 214 unidades com devolução total de R$ 346,6 mil.

A Companhia encerrou o trimestre com aproximadamente R$ 24,5 milhões de recebíveis e R$ 102,3 milhões de estoque a valor de mercado, sendo R$ 23,2 milhões e R$ 62,4 milhões respectivamente provenientes de unidades concluídas.

Receita líquida

A receita líquida da Viver foi positiva em R$ 16,6 milhões no trimestre, revertendo a receita negativa do quarto trimestre de 2019, de R$ 37,3 milhões.

No quarto trimestre, o prejuízo bruto totalizou R$ 3,8 milhões, redução de 25,5%. Já a margem bruta foi negativa em 22,6%, revertendo a margem positiva de 13,6%.

As despesas com comercialização totalizaram R$ 0,5 milhões, queda de 85,3%.

Já as despesas gerais e administrativas, líquidas de depreciação, amortização e custos de reestruturação, foram de R$ 9,9 milhões no período.

Estoque da Viver

Em 31 de dezembro de 2020, o saldo do estoque da Viver era de R$ 234,1 milhões, queda de 38% sobre a base anual.

O estoque da Companhia inclui terrenos adquiridos em dinheiro e via permuta, construções em andamento e unidades concluídas, como detalhado abaixo.

Ao final de 2020, o estoque a valor de mercado de unidades concluídas representava um VGV de R$ 62,4 milhões.

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