Viver (VIVR3) reduz prejuízo em 41,1% no balanço do quarto trimestre

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A Viver Incorporadora e Construtora (VIVR3), em recuperação judicial, reportou nesta segunda-feira (30), um prejuízo de R$ 46,6 milhões no quarto trimestre, uma retração de 41,1% em comparação com o mesmo período de 2018.

No ano, o prejuízo somou R$ 220,5 milhões, aumento de 11,8% em relação ao prejuízo de 2018.

A construtora atribui o desempenho principalmente pelas provisões para distratos, provisões de dívidas com condomínio e IPTU das unidades em estoque e das unidades em que a Companhia estima que serão distratadas, aumento das provisões para demandas judiciais e perdas com parceiros nos empreendimentos.

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O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) ficou negativo em R$ 31,5 milhões, uma piora de 12,1%. A margem Ebtida alcançou 84,3%, alta de 125,3 pontos percentuais.

Em 2019, o Ebtida ficou negativo em R$ 165,3 milhões, piora de 202,7%. Já margem Ebtida atingiu 113,8%, melhora de 178 p.p.

O resultado financeiro foi negativo em R$ 17,4 milhões no quarto trimestre, baixa de 1%. No ano, as despesas financeiras ficaram em R$ 56 milhões, redução de 46,7%.

Operacional

A receita líquida da Viver foi negativa em R$ 37,3 milhões, revertendo a receita positiva de R$ 68,5 milhões. No ano, a despesa líquida atingiu R$ 145,2 milhões, ante a receita líquida de R$ 85 milhões.

Segundo a construtora, o resultado negativo reflete o reconhecimento de perdas estimadas para distratos, de operações que possuem ações judiciais com riscos efetivos de distratos e retorno das unidades para o estoque de imóveis a comercializar.

No quarto trimestre, o prejuízo bruto foi de R$ 5,1 milhões, redução de 81,9%. Já a margem bruta ficou em 13,6%, revertendo a margem negativa de 41,1%.

Em 2019, o prejuízo bruto somou R$ 35,6 milhões, retração de 10,6%. A margem bruta atingiu 24,5%, aumento de 62,4 p.p.

A construtora explica que a margem bruta foi impactada principalmente pela provisão de distratos, além do volume de distratos realizados no ano, pela baixa margem dos projetos do legado e como também pelo fato da companhia não ter realizado novos lançamentos.

As despesas operacionais somaram R$ 24,3 milhões, queda de 3,8%. No ano, as despesas totalizaram R$ 129,1 milhões, aumento de 141,8%.

A dívida líquida da Viver encerrou 2019 em R$ 284,2 milhões.

Estoque

No final de 2019, o saldo do estoque da Viver era de R$ 377,5 milhões. O aumento no valor de estoques de unidades prontas no quarto trimestre quando comparado a 2018 pode ser explicado pela reversão do custo de unidades vendidas em razão da provisão para distratos, no montante de R$ 114,3 milhões.