Vittia Fertilizantes registra pedido de IPO na CVM

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

A Vittia Fertilizantes e Biológicos S.A. anunciou nesta quarta-feira (18) que fez registro de IPO (Oferta Pública Inicial) na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

A empresa, com sede em São Joaquim da Barra (SP), e fundada em 1971, quer negociar suas ações no Novo Mercado, mais alto grau de governança da B3.

A oferta será primária – com recursos destinados ao caixa da empresa – e secundária – com recursos destinados aos vendedores.

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Os acionistas vendedores são Brasil FIP, WFR, FGR, Henrique Monteiro Ferro e Edgar Zanotto.

O coordenador líder da oferta é o Morgan Stanley. Mas há ainda a XP Investiments, Itaú BBA e Citi na coordenação da oferta.

Sobre a Vittia Fertilizantes

A empresa iniciou suas atividades como um dos primeiros produtores nacionais inoculantes (fertilizantes biológicos) focados, inicialmente, no mercado de soja.

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Ao longo dos anos, o escopo de atuação foi expandido e a Vittia Fertilizantes começou a produzir e comercializar, além de fertilizantes, também fertilizantes foliares, fertilizantes de solo a base de micronutrientes (ou micro de solo), condicionadores de solo e organominerais e defensivos biológicos.

Além disso, a fim de tornar a cadeia de produção mais eficiente, a empresa também realiza vendas industriais de matérias primas, produtos intermediários e produtos finais para a indústria de fertilizantes e também para outras indústrias como a de nutrição animal.

O objetivo do Grupo Vittia, segundo o prospecto preliminar, é promover, com o auxílio da tecnologia, a nutrição e proteção vegetal por meio de fertilizantes especiais e fertilizantes biológicos e de defensivos biológicos, os quais promovem aumento de produtividade e sustentabilidade para culturas de todo o agronegócio brasileiro.

O Grupo Vittia acredita ser a plataforma brasileira líder na utilização de biotecnologia para desenvolvimento de seus produtos. A empresa diz estar posicionada dentre os maiores produtores de defensivos biológicos e de fertilizantes especiais do Brasil em faturamento.

A empresa tem presença nacional consolidada em todas as regiões agrícolas do país por meio de uma força de vendas especializada e com abrangência nacional, a qual permite à empresa acessar diretamente mais de 1218 produtores de diferentes tamanhos, perfis e localidades e também acessar o mercado agrícola de forma indireta, através de mais de 49 cooperativas e 458 revendas agrícolas presentes em diversas localidades do país.

O grupo possui quatro empresas: Biosoja Agrociência, Samarita Agrociência, Granorte Fertilizantes e Biovalens Biotecnologia.

Vittia: dados operacionais

O lucro líquido da Vittia totalizou R$ 32,6 milhões em 2019. O valor foi de R$ 44,1 milhões de 2018, e R$ 58,1 milhões em 2017.

O Ebitda somou R$ 73,3 milhões em 2019, contra R$ 72,02 milhões em 2018 e R$ 53,6 milhões em 2017.

Já a margem Ebitda ficou em 35,9% no ano passado, ante 34,3% de 2018.

A receita líquida da Vittia somou R$ 431 milhões no ano passado. Ou seja, redução em relação aos R$ 452,2 milhões de 2018, e aumento em relação aos R$ 376,1 milhões de 2017.

Até setembro de 2020, a empresa havia tido um lucro líquido de R$ 49,5 milhões (+92,2% em relação ao 9M19). A receita operacional líquida foi de R$ 331,9 milhões (ante R$ 285,2 milhões no mesmo período do ano passado).

Riscos

No prospecto, a Vittia destacou alguns riscos relativos ao investimento na empresa.

  • O sucesso no desenvolvimento, comercialização e marketing de novos produtos e tecnologias é essencial para o crescimento da companhia;
  • Mudanças na tecnologia de produção agrícola poderão exigir investimentos consideráveis para atualizar o portfólio e as unidades produtoras da companhia;
  • A companhia atua em um setor competitivo e um aumento da concorrência poderá reduzir a sua rentabilidade;
  • A companhia pode não ser capaz de executar integralmente a sua estratégia de crescimento. Assim, isso poderá afetar adversamente seus negócios, situação financeira e resultados operacionais.

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