Via Varejo (VVAR3): fraude contábil impactou em R$ 1,19 bi balanço

Osni Alves
Jornalista
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Crédito: Reprodução / Facebook Via Varejo

Por meio de auditoria interna, a Via Varejo (VVAR3) diz ter encontrado indícios de fraudes contábeis no balanço do quarto trimestre, que somam R$ 1,19 bilhão.

A investigação iniciou após a companhia receber denúncias anônimas em setembro do ano passado.

O relatório que evidencia a suposta fraude elenca manipulação da provisão para processos trabalhistas, adiamento indevido na baixa de ativos e contabilização de passivos fora de suas respectivas competências mensais.

E traz mais: falhas de controles internos resultando em erros nas contas de provisão para processos trabalhistas e depósitos (garantias) judiciais.

Via Varejo

Ajustes contábeis

De acordo com fato relevante, após a apuração interna a companhia reajustou a contabilidade e promoveu avaliações.

“Os achados, incluindo efeitos de fraudes, erros e mudanças de estimativa, é de R$ 1,190 bilhão (R$ 786 milhões líquidos de impostos), estando assim dentro do range divulgado por meio do fato relevante”, informou.

Segundo a companhia, não será necessária reabertura de exercícios anteriores a 2019 para realização dos ajustes.

Isso porque a empresa concluiu que os efeitos sobre as demonstrações financeiras do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2018 não são materiais para justificar a realização de ajustes retrospectivos, sendo corrigidos no próprio exercício de 2019.

Montante

Conforme a Via Varejo, do montante total a ser ajustado nas demonstrações financeiras do quarto trimestre de 2019, aproximadamente R$ 1,169 bilhão são débitos na demonstração do resultado do exercício de 2019 e se referem à correção de erros e de mudanças de estimativa.

“Já os R$ 20,8 milhões remanescentes se referem aos efeitos das fraudes identificadas ao longo da Investigação.”

E diz mais: “em relação aos trabalhos de riscos e oportunidades noticiados no fato relevante, a companhia registrou ajuste de R$ 188,8 milhões líquidos, a débito na demonstração do resultado do exercício de 2019.”

Conforme a empresa, os ajustes contábeis não impactarão de maneira adversa e relevante o fluxo de caixa, a condição financeira e operacional ou a capacidade de honrar compromissos.

Balanço

No período de outubro a dezembro, o prejuízo líquido contábil foi de R$ 875 milhões, ante perdas de R$ 282 milhões no mesmo intervalo de 2018.

Já desconsiderando os ajustes não recorrentes, o lucro líquido teria somado R$ 78 milhões.

Veja a conciliação dos ajustes

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Já os ajustes não recorrentes foram formados da seguinte maneira:

  • Contingências, R$ 1,314 bilhão;
  • Créditos (ICMS PIS/Cofins), (R$ 19 milhões);
  • Despesas com investigação, R$ 13 milhões;
  • Provisão CNova, (R$ 16 milhões);
  • Impairment imobilizado e intangível, R$ 76 milhões;
  • IMPACTO LAIR: R$ 1,369 bilhão
  • IR & CSLL, (R$ 416 milhões)
  • IMPACTO TOTAL: R$ 953 milhões.

 


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