VGIP11: Conheça fundo imobiliário de CRI que está emitindo cotas

Natalia Gómez
Editora, é jornalista especializada no mercado de investimentos há 17 anos. Formada pela PUC-SP, teve experiências em veículos como Agência Estado, Valor Econômico e Revista Você SA; e na área de comunicação corporativa e relações públicas para instituições financeiras.
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O VGIP11 é um fundo imobiliário que investe em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). No momento, o fundo está realizando uma emissão de cotas que pode fazer seu patrimônio ficar três vezes maior.

Se ficou interessado em investir, conheça em detalhes o VGIP11, também conhecido como Valora CRI Índice de Preço Fundo de Investimento Imobiliário.

Mas se você deseja investir em fundos de investimento imobiliário (FII) e ainda não sabe como, não deixe de aprender tudo sobre o assunto neste guia.

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Foco em CRI

Voltado para investidores em geral, o VGIP11 iniciou a negociação das cotas em 19 de março de 2020. Ele é gerido pela Valora Gestão de Investimentos e administrado pelo BTG Pactual Serviços Financeiros.

Atualmente, 98,5% do seu patrimônio líquido está alocado em CRI, distribuído em 11 diferentes operações. O total investido é de R$ 70,3 milhões.

A maior parte dos recursos está alocada no segmento residencial (31,2%) e logística (28,1%). Outros setores relevantes são educação (25%) e shopping (10,6%), sendo que os 5% restantes estão pulverizados.

Sua taxa de administração e gestão é de 1% ao ano sobre o patrimônio líquido do fundo.

Mas existe ainda uma taxa de performance de 20% sobre o que exceder o IPCA mais a média do yield anual do IMAB5 no semestre anterior.

Os rendimentos deste FII são distribuídos no 13º dia útil do mês.

Emissão em curso

No momento, o fundo está realizando uma emissão de R$ 200 milhões. Serão emitidas 2.090.302 cotas. O valor unitário será de R$ 95,68, sem considerar a taxa de distribuição primária (de R$ 3,47). Ou seja, o valor de integralização da cota será de R$ 99,15.

A data de liquidação da oferta é 4 de agosto de 2020.

De acordo com a Eleven Financial Research, o fundo deve conseguir captar R$ 200 milhões, aumentando seu patrimônio líquido significativamente. Atualmente, o patrimônio é de R$ 71,4 milhões.

A expectativa é que o dividend yield do fundo seja de 8,5% nos próximos 12 meses.

“Com o pipeline proposto, após o período de alocação, que acreditamos que ocorra em até 4 meses visto a alocação eficiente na última oferta, o fundo deve apresentar uma carteira com uma média ponderada de rentabilidade de IPCA mais 9,7% ao ano”, afirmou a Eleven.

De acordo com o relatório, o fundo deve ter desempenho acima do benchmark. Por isso, a Eleven recomenda a entrada do investidor na oferta.

“O preço está perto ao negociado na B3 (R$ 99,20), mas o fundo possui baixa liquidez, o que torna a oferta atraente aos investidores, pois este risco deve ser mitigado com o sucesso da emissão.”

Confira o comportamento das cotas desde a emissão, em março de 2020: