Verde perde com ações brasileiras, mas ganha com juros, bolsas e dólar

Matheus Miranda
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Fundo Verde divulgou um relatório no qual reportou perdas em ações brasileiras. Por outro lado, houve ganhos com juros, bolsas no exterior e com o dólar. O contexto que causou essas perdas nos papéis nacionais foi a conjuntura de dificuldade de vacinação da população por conta da covid-19, entre outros fatores.

O relatório aponta que as perdas com ações no acumulado de janeiro e fevereiro, foram de 1,28%. No entanto, o CDI, obteve uma valorização de 0,28% no mesmo acumulado e o dólar, uma 0,02%. Somadas, as opções de moedas, renda fixa e outras aplicações, resultam em uma variação positiva de 1,72% nos dois meses. Quando confrontada pela desvalorização das 1,28% das ações nacionais, o fundo tem um resultado positivo de 0,43% no período pesquisado.

De acordo com o documento divulgado pelo fundo, todos os fatores levaram a esse resultado. Além das dificuldades com relação à vacinação está também a possível expansão dos gastos pelo Congresso Nacional. Esses gastos podem chegar a uma relação de 90% dívida/Produto Interno Bruto (PIB).

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O relatório do fundo aponta que esse quadro têm impactos no mercado financeiro. “O governo falhou miseravelmente em adquirir as vacinas. Tal atraso em proteger a população aparece a olhos vistos, e tem consequências obvias tanto em termos de vidas quanto em termos econômicos”, ressalta um trecho do documento do Verde.

Fundo Verde: mais teto pra Bolsa-Família é tiro no arcabouço fiscal

Outro item bastante questionado pelo Verde é também a extensão do o Auxílio Emergencial e abertura de espaços no teto para o pagamento Bolsa-Família. Para o relatório, esses dados influiriam no aumento da dívida nacional e seriam um “tiro mortal no arcabouço fiscal brasileiro, que trouxe inúmeros benefícios, especialmente ao possibilitar que o país tenha uma taxa de juro mais civilizada”.

A consequência mais direta dos fatores listados pelo fundo é a desvalorização acentuada do real. Além disso, outros ativos nacional também sentiram os efeitos do risco. Outro ponto é o ambiente global, que passou a combinar uma retomada cíclica com aumento das taxas longas de juros. Diante desse cenário, o Verde decidiu aumentar as proteções do portfólio, especialmente no câmbio.

Em janeiro, o Verde captou R$ 5,6 bilhões no mês de janeiro. Com essa injeção, a gestora possui R$ 54 bilhões em ativos sob custódia. Em ranking da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), ficou atrás apenas da Caixa Asset, que captou R$ 10,027 bilhões.