Venture capital: entenda como funcionam esses investimentos alternativos

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.
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Crédito: Pixabay

O venture capital, também conhecido como “capital de risco” é uma alternativa interessante tanto para investidores que buscam rentabilidade quanto para empresas financiarem seus projetos.

A seguir, entenda como funcionam esses investimentos alternativos e conheça a sua importância para o mercado financeiro e para a economia como um todo.

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

O que é Venture Capital?

Normalmente, o termo venture capital está associado a startups. Isso porque o investimento tem foco em empresas que atuam em setores da nova economia e que possuem alto potencial de crescimento.

As duas modalidades mais comuns de venture capital são General Partner (ou parceiro geral) e a Limited Partner (ou parceiro limitado).

Na primeira, os participantes podem escolher o projeto no qual desejam investir. Já na segunda, os papéis dos participantes são divididos entre quem injeta recursos e quem somente gerencia o projeto. Nessa situação, quando há lucro, os recursos normalmente são distribuídos somente entre as partes que investiram capital.

Como funcionam esses investimentos?

O primeiro passo para a formalização do venture capital é a definição dos valores e das responsabilidades dos participantes. Depois de determinada a estratégia do investimento e o setor de atuação do fundo, é feita uma análise para identificar em que estágio a empresa se encontra.

Normalmente, o venture capital classifica as empresas em três estágios: capital semente, incubadoras ou aceleradoras.

No estágio capital semente (ou seed money), o projeto ainda está sendo criado. Nessa fase, frequentemente ocorrem vários aportes, pois trata-se do primeiro estágio da empresa.

Já a fase das incubadoras é aquela na qual a empresa já opera. Porém a sua atuação ainda é incipiente no mercado. Por isso, o objetivo desse estágio é oferecem um ambiente estruturado para que possam ocorrer aperfeiçoamentos no projeto.

Por fim, as aceleradoras já estão mais avançadas em seus processos. Dessa forma, como o próprio nome sugere, a maior necessidade é justamente dar velocidade ao projeto.

Diferença entre venture capital e private equity

Tanto o venture capital quanto o private equity fazem parte do grupo de investimentos alternativos. Ou seja, ambas as modalidades têm o objetivo de captar recursos para financiar projetos de empresas.

No entanto, o venture capital financia projetos iniciais de empresas que atuam em setores de inovação, normalmente voltados à tecnologia. Por outro lado, o private equity tem foco em empresas mais maduras, que possuem algum projeto de expansão ou, simplesmente, buscam reestruturar o negócio.

No link abaixo, saiba mais sobre como funcionam os investimentos private equity.

Investimentos em venture capital batem recorde no Brasil

De acordo com a última pesquisa da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (Abvcap) em parceria com a KPMG, os investimentos em fundos de venture capital bateram recorde no Brasil. Segundo os dados, foram R$ 33,5 bilhões investidos de janeiro a setembro de 2021. Isso representa um valor três vezes maior do que o aportado no mesmo período do ano passado.

E não foi somente o volume financeiro de investimentos que cresceu no ano. Nesse sentido, o número de empresas que receberam esses recursos também foi recorde. Até setembro de 2021, foram 226 empresas que receberam aportes via venture capital, contra 147 há um ano.

Segundo Piero Minardi, presidente da Abvcap, o Brasil vive a maior onda de empreendedorismo de sua história, apesar das instabilidades políticas e econômicas e da insegurança jurídica. Para Minardi, “o capital de longo prazo da indústria de private equity tem sido protagonista desse movimento. Isso porque ele apoia as empresas com recursos financeiros, conhecimento setorial, melhorias na gestão e acesso ao mercado de capitais.”

Já para Roberto Haddad, sócio de private equity e venture capital da KPMG no Brasil, o país é considerado hoje um dos principais polos desses investimentos. Segundo Haddad, “saber que existe dinheiro disponível para investimentos de risco em novas empresas estimula o empreendedorismo no país”. Além disso, as empresas digitais se tornaram ainda mais atrativas. Para Roberto, “no mundo todo, a pandemia exigiu soluções tecnológicas, que vieram para ficar.”

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