Venezuela entra em quarentena contra o coronavírus

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Ontem (16), o presidente da Venezuela, no regime chavista, Nicolás Maduro, decretou quarentena para todo o país a partir desta terça-feira (17). Apesar de não ter dados detalhes sobre o funcionamento, o objetivo é reagir contra a pandemia do coronavírus, conforme o G1.

Por outro lado, o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou algumas iniciativas para o combate ao coronavírus. Como, por exemplo, retornar a campanha para ajuda humanitária aos venezuelanos. Até mesmo com a solicitação de coleta de kits de higiene para auxiliar à população.

Segundo o G1, o regime chavista informou que, no levantamento mais recente, a Venezuela já tem o registro de 16 novos casos de covid-19. Ao todo, são tem 33 casos de coronavírus notificados pelo território nacional. “Para cada caso conhecido, há 27 casos para se conhecer”, afirmou Maduro.

Na fronteira da Venezuela

Enquanto isso, no lado brasileiro da fronteira, o governador de Roraima, Antônio Denarium (PSL), quer o fechamento da divisa. Ainda na segunda-feira (16), ele solicitou formalmente ao governo federal, via ofício, a interdição da fronteira do estado. Não somente com a Venezuela, como também com a Guiana, devido à ameaça de transmissão de coronavírus.

De acordo com o G1, Denarium chegou a se reunir, na quarta-feira passada, com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Justamente para discutir sobre o assunto e pedir o bloqueio da divisa brasileira com os guianeses e venezuelanos. Pois, para o governador, existe um “risco efetivo” de que o vírus possa circular na fronteira. E, assim, levar ao agravamento da crise na saúde pública de Roraima.

Diante disso, o ofício foi destinado ao ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. Na tarde de segunda-feira (16), o documento foi entregue ao Ministério da Defesa, pelo senador Chico Rodrigues (DEM-RR). A partir de então, as autoridades irão discutir sobre o assunto.