Vendas no varejo crescem 1,2% em julho, melhor que a projeção

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Flickr

O volume de vendas do varejo cresceu 1,2% em julho, na comparação com junho. A expectativa do mercado era por alta menor, de 0,7%.

Com isso, o patamar do setor atingiu recorde na série histórica iniciada no ano 2000. O varejo acumula crescimento de 6,6% no ano e de 5,9% nos últimos doze meses. A alta reflete a reabertura da economia com a vacinação.

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Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira (10) pelo IBGE.

Volume de vendas no varejo: comparação mês/mês anterior

vendas no varejo

Reprodução/IBGE

Entre as oito atividades pesquisadas, cinco tiveram taxas positivas em julho. A alta mais intensa foi a de outros artigos de uso pessoal e doméstico (19,1%).

“Vemos uma trajetória de recuperação dessa atividade, que acaba por fazer grandes promoções e aumentar a sua receita bruta de revenda, num novo momento de abertura e maior flexibilização do isolamento social, o que gera maior aumento da demanda”, explica o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Tecidos, vestuário e calçados (2,8%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%) também avançaram no período.

Já hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%) ficaram estáveis. Por outro lado, as atividades que reduziram o volume de vendas foram livros, jornais, revistas e papelaria (-5,2%), móveis e eletrodomésticos (-1,4%) e combustíveis e lubrificantes (-0,3%).

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, veículos e materiais de construção, o volume de vendas cresceu 1,1% em julho, frente a junho. Esse aumento foi puxado pelo setor de veículos, motos, partes e peças (0,2%), enquanto material de construção variou negativamente (-2,3%).