Varejo fecha 2019 com alta de 1,8%, mas abaixo da expectativa

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Unsplash

As vendas no varejo brasileiro variaram 0,1% em dezembro de 2019, abaixo da expectativa de 0,2% dos analistas e do resultado de novembro (0,6%). No ano, o resultado foi de alta de 1,8%, também inferior à previsão de 1,9% e dos 2,30% de 2018.

O resultado de dezembro interrompe sete meses seguidos de crescimento, período que acumulou ganho de 3,5%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 12, na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Comércio varejista ampliado

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas caiu 0,8% em dezembro, segunda queda seguida. No acumulado do ano, teve alta de 3,9%.

O resultado foi influenciado principalmente pelo recuo de 4% em veículos, motos, partes e peças, e de 1,1% em material de construção, após recuo de 1,6% e 0,1%, respectivamente, registrados no mês anterior.

Registraram avanços artigos de uso pessoal e doméstico (12,9%), móveis e eletrodomésticos (18,6%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,1%).

A influência negativa mais intensa foi observada em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,9%), seguidos, em menor medida, por combustíveis e lubrificantes (-1,0%) e tecidos, vestuário e calçados (-0,1%), setores que também mostraram queda nas vendas frente a dezembro de 2018.

Resultados regionais

De novembro para dezembro (série ajustada), a taxa média nacional de vendas do comércio varejista variou -0,1%, com predomínio de resultados negativos em 18 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Roraima (-13,8%), Rondônia (-9,5%) e Acre (-8,2%).

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Sete das 27 Unidades da Federação registraram resultados positivos, com destaque para: Rio Grande do Sul (3,5%), Amapá (2%) e Rio de Janeiro (1,7%), enquanto Santa Catarina e Pernambuco mostraram estabilidade nas vendas entre novembro e dezembro (0%).

Tá, e aí?

Para os analistas da Wisir Research, o dado corrobora com ritmo mais lento, no que tange o crescimento da economia como um todo, observado principalmente na atividade industrial.

Essa constatação foi observada também pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que na semana passada, realizou mais um corte na taxa básica de juros (Selic), justamente no intuito de injetar ainda mais recursos na economia.

O fraco dado de dezembro pode ter uma outra leitura: a da antecipação das compras de natal em virtude da Back Friday, que em 2019 apresentou um resultado 23,6% acima do verificado em 2018.


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