EUA: vendas no varejo e produção industrial recuam; resultados devem repercutir nos rendimentos do tesouro

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

Crédito: Reprodução/Flickr

As vendas no varejo dos Estados Unidos recuaram 3% de janeiro para fevereiro. A leitura foi pior do que a projeção de queda de 0,50%. E bem abaixo do número reportado no último mês, revisado de alta de 5,3% para 7,6%.

A variação foi de 6,27% na comparação de fevereiro de 2021 com fevereiro de 2020.

O núcleo das vendas no varejo recuou 2,70% no mês, quando o mercado esperava por queda de 0,1%.

Operar Vendido, Shoppings, Tendências e muito mais, confira a agenda de hoje no FII Summit

Segundo análise do BTG Pacutal (BPAC11), o indicador muito abaixo do esperado foi afetado pelas restrições impostas pelas baixas temperaturas observadas no país no mês de fevereiro. Além disso, o número também mostra que a recuperação da atividade econômica dos EUA, apesar de estar superando a expectativa do mercado, ainda tem um cenário desafiador pela frente.

O resultado desse indicador pode desacelerar a alta no rendimento dos papéis do tesouro americano e reduzir a força do dólar no mercado internacional, “o que também pode refletir positivamente para a cotação das moedas dos países emergentes, como o real, por exemplo”, salienta o banco.

Produção industrial também recua

Já a produção industrial americana recuou 4,25% em fevereiro, na comparação anual, ante queda de 1,95% da leitura anterior.

No mês passado, variação foi de queda de 2,2%, bem pior do que a projeção de alta de 0,3%.

A utilização da capacidade instalada no mês foi de 73,8%, quando a expectativa era por 75,5%.

produção industrial

Reprodução/Fed