Vendas no varejo dos EUA ficam abaixo do esperado, mesmo com Black Friday

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/iStock Photos

As vendas no varejo dos Estados Unidos aumentaram 0,2% em novembro na comparação com outubro. O resultado é abaixo do esperado pelos analistas consultados pela Reuters, que aguardavam 0,5% de aumento impulsionado pelas vendas da Black Friday.

Os dados foram divulgados nesta sexta (13), pelo Departamento do Comércio americano.

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Sem contabilizar automóveis, as vendas no setor varejista tiveram leve alta de 0,1% na comparação mensal de novembro.

Os dados de outubro ante setembro foram ligeiramente revisados para cima, para alta de 0,4% no caso das vendas totais e 0,3% nas vendas sem automóveis.

Consumidor

Na quarta (11), o Índice de Preços ao Consumidor (CPI na sigla em inglês) americano sinalizava variação inferior á de outubro. Subiu 0,3% em novembro na comparação com outubro (série com ajuste sazonal). É o que informa o Bureau of Labor Statistics dos Estados Unidos.

A variação é inferior à de outubro, quando o índice subiu 0,4%. No acumulado do ano, a inflação para produtos e serviços aos consumidores é de 2,1%.

Todos os itens avaliados registraram aumento, com destaque para moradia e combustível.

Assistência médica, recreação e alimentação também contribuíram para a alta, mas em menor escala.

Aumento de previsões

Nos Estados Unidos, os economistas estão aumentando suas previsões de crescimento para o quarto trimestre deste ano. Nessa perspectiva, um dos principais motivos é a diminuição que houve no déficit comercial e a recuperação surpresa demonstrada pelos investimentos no setor empresarial em outubro.

O crescimento inesperado

A rápida atualização das previsões de crescimento dos economistas pelo CNBC/Moody Analytic mostrou um aumento médio de 0,1% para para 1,8%.

Além disso, o governo relatou uma previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre do país (EUA) maior do que o esperado. Nesse sentido, está previsto uma alta de 2,1%, ante 1,9% da previsão anterior.

Em vista disso, os economistas estão observando se todos esses sinais de recuperação demonstram uma desaceleração nos gastos ou não.

Dessa forma, os economistas do J.P Morgan aumentaram na quarta-feira sua previsão de crescimento do PIB do quarto trimestre deste ano. Assim, acreditam, agora, que o PIB alcançará a marca de 2,15% e não mais 1,25%.

Em soma, essa previsão foi tão surpreendente que o Fed (Federal Reserve) de Atlanta havia previsto um PIB de apenas 0,4% para o quarto trimestre de 2019, isso 8 dias atrás. Não obstante, agora a previsão do Sistema de Reserva Federal de Atlanta para o PIB neste mesmo período é de 1,7%, um grande salto para esse curto período de tempo.

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