Vendas no varejo crescem 5,2% em julho, acima da projeção

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Unsplash

O volume de vendas do varejo cresceu 5,2% em julho no Brasil. A leitura veio acima da projeção do mercado, que era por 1,2%. Em junho, o resultado foi de alta de 8%. Em maio, o resultado foi recorde, com avanço de 13,3%.

O resultado foi divulgado na Pesquisa Mensal do Comércio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, este é o maior resultado para o mês de julho da série histórica, iniciada em 2000. E é também a terceira alta seguida no ano.

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Algumas categorias já apresentam resultados acima dos registrados no período pré-pandemia de Covid-19, como móveis e eletrodomésticos e hiper e supermercados.

“Até junho, houve uma espécie de compensação do que ocorreu na pandemia. Então, em julho, a recuperação já tem um excedente de crescimento”, avalia o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

“Como o indicador despencou de fevereiro até abril, a base ficou muito baixa e essa recuperação vem trazendo todos os indicadores para os níveis pré-pandemia. Alguns setores estão bem acima dos níveis de fevereiro, como móveis e eletrodomésticos (16,9% acima), hiper e supermercados (8,9%) e artigos farmacêuticos (7,3%), além dos materiais de construção (13,9%), no varejo ampliado”, afirma.

Apenas supermercados não têm alta nas vendas em julho

Em julho, apenas a atividade de hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo não registrou alta, ficando estável em relação a junho (0%).

Nos demais setores, predominam as taxas positivas, atingindo sete das oito atividades pesquisadas. Livros, jornais, revistas e papelaria teve a maior alta (26,1%), seguida por tecidos, vestuário e calçados (25,2%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (11,4%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,1%), combustíveis e lubrificantes (6,2%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (5,0%) e móveis e eletrodomésticos (4,5%).

Varejo ampliado cresce 7,2%

O comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, apresentou alta de 7,2% em relação a junho de 2020, na série com ajuste sazonal, após alta de 11,1% registrado no mês anterior.
Para essa mesma comparação, o setor de veículos, motos, partes e peças cresceu 13,2%, enquanto material de construção avançou 6,7%, ambos, respectivamente, após variações de 27,9% e 14,5% registradas no mês anterior.

Varejo cresce em 21 das 27 unidades da federação

Na passagem de junho para julho, os resultados foram positivos em 21 das 27 unidades da federação. Destaque para Amapá (34%), Paraíba (19,6%) e Pernambuco (18,9%). Por outro lado, pressionando negativamente, estão Tocantins (-5,6%), seguido por Paraná e Mato Grosso (ambos com -1,6%).