Vendas dentro dos shoppings caem até 80%

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
1

Crédito: Reprodução/Pixabay

Os shoppings voltaram a reabrir após flexibilização das medidas restritivas, mas os clientes não retornaram as compras. De acordo com o jornal Estadão, os lojistas de várias regiões do país relatam quedas de até 80% nas vendas.

Comerciantes também reclamam sobre a insegurança jurídica e a alta de custos.

Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), mais de 70 centros comerciais deverão estar funcionando até a próxima segunda-feira. No entanto, “Ficar aberto não tem pago nem os custos de mercadoria”, diz Emiliano Silva, diretor de operações da rede de restaurantes Divino Fogão.

O fluxo nos shoppings de Campo Grande (MS) e do Estado de Santa Catarina está 80% abaixo do normal. Já em Betim (MG), a queda é de 73%.

Como os clientes estão com receio de sair de casa e gastar, os empresários procuram reduzir custos, principalmente aluguéis.

Renegociação

Diante do cenário de incerteza derivado da pandemia de coronavírus, franqueadores têm ajudado os franqueados nas renegociações com os shoppings, conforme informou jornal Estadão.

O presidente da da Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos), Bessa Junior, disse que a renegociação dos contratos de aluguéis são inevitáveis. “Não adianta o shopping obrigar a abertura. A chance de o lojista ganhar a causa judicialmente é grande porque o movimento que o shopping oferece hoje não justifica pagar o que foi contratado.”

Além da redução na receita, em alguns casos as despesas da atividade elevou. “Algumas mercadorias e a matéria-prima ficou mais cara, pois passou a ser comprada em menor quantidade”, disse Silva, da Divino Fogão.

Retorno ao normal

Segundo a Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos), a projeção é que a movimentação nos shoppings aumente de forma gradativa, atingindo 70% do pré-crise apenas em dezembro. Já  Andrea Kohlrausch, da Calçados Bibi, afirma que não espera uma volta ao normal. “Será um novo normal e vamos ter de nos adaptar.”

Os lojistas procuram maneiras de reduzirem as perdas. De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), negociações entre lojistas e os shoppings já resultaram em economias de R$ 2 bilhões aos locatários.