Vendas de Natal devem chegar perto do recorde de 2014 segundo previsão da CNC

Paulo Amaral
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O avanço do crédito, o controle da inflação em um nível aceitável, e a liberação de recursos do FGTS devem, somados, proporcionar um Natal mais próspero à maioria das famílias brasileiras.

Pelo menos foi essa a previsão divulgada em reportagem do jornal O Estado de São Paulo nesta segunda-feira (16), com base em dados coletados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A entidade aumentou a expectativa em relação às vendas para o Natal de 2019 e está prevendo um crescimento de 5,2% em relação à data do ano passado.

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Em números puros, isso significa dizer que a projeção é de que o varejo movimente R$ 36,3 bilhões, perto do pico de R$ 36,5 bilhões registrado na mesma data de 2014.

“Foram três fatores: foi o efeito antecipação do calendário do FGTS, mas também inflação baixa e ampliação dos prazos das operações de crédito”, explicou o economista Fabio Bentes, da Divisão Econômica da CNC, responsável pelo levantamento.

Os principais segmentos que devem receber investimentos no feriado natalino são, pela ordem, supermercados (R$ 13,1 bilhões), vestuário (R$ 9 bilhões) e artigos de uso pessoal e doméstico (R$ 5,8 bilhões).

A divisão por Estado, segundo a CNC, tem São Paulo na liderança das projeções, com previsão de movimentação de R$ 10,6 bilhões no varejo, seguido no ranking de vendas por Rio de Janeiro (R$ 3,5 bilhões), Minas Gerais (R$ 3,3 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 2,8 bilhões).

Empregos temporários

Natal também é a época do ano campeã em abertura de empregos temporários. Para 2019, a expectativa gira em torno de 91,6 mil vagas em todo o País, com destaque para os setores de vestuário e calçados (62,8 mil vagas), hipermercados e supermercados (12,5 mil) e lojas de artigos de uso pessoal e domésticos (10,7 mil).

Três principais profissões concentrarão 83% das vagas que serão abertas, segundo a CNC: vendedores (57 mil), operadores de caixa (13 mil) e pessoal de almoxarifado (4,6 mil). O salário médio de admissão deverá alcançar R$ 1.263, e será 1,8% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, já descontada a inflação.