Vencimento de dívida em 2021 preocupa governo; veja mais notícias

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Pixabay

Entre os meses de janeiro e abril, cerca de R$ 643 bilhões vencem em dívidas do governo federal, a cifra representa 15,4% da dívida interna brasileira, conforme informou reportagem do Estadão.

A grande preocupação é que, para pagar essa dívida, o governo precisa emitir novos títulos.

Diante do aumento da percepção de risco de deterioração das contas públicas, o Tesouro enfrenta dificuldades para vender títulos de longo prazo e fazer a rolagem da dívida.

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Déficit fiscal deve atingir R$ 858,5 bi em 2020

De acordo com analistas ouvidos pelo Valor, a projeção para o déficit primário do governo central piorou em 2020. Enquanto a previsão para 2021 melhorou, segundo o relatório do Ministério da Economia.

A mediana das estimativas para 2020 subiu de R$ 855,3 bilhões para R$ 858,2 bilhões entre as edições de setembro e outubro do relatório.

Cadastramento do Pix abre “guerra de chaves”

Vários clientes reclamaram nos últimos dias sobre o cadastramento indevido no Pix por fintechs. Isso demonstra o quão acirrada está a disputa por clientes no Pix, já batizada de “guerra das chaves”, conforme reportagem do Valor.

As fintechs vêm adotando postura agressiva para atrair usuários e estreitar o relacionamento.

Enquanto isso, os grandes bancos tem investido em campanhas publicitárias para convencer os clientes a fazer o cadastro com eles das chaves mais cobiçadas (CPF e celular).

Inflação no final de 2020 cria armadilha para o governo

Segundo o Estadão, o aumento da inflação na reta final do ano deve causar problemas para a equipe econômica cumprir o teto de gastos em 2021.

Isso porque a expansão do limite das despesas já está fixada em 2,13%, e a alta recente da inflação servirá de referência para corrigir o salário mínimo no início de 2021, que representa mais da metade dos gastos da União – concentrados em benefícios previdenciários e assistenciais.

De acordo com o BTG, esse descasamento gera a necessidade de reduzir R$ 20 bilhões em despesas para evitar estourar o teto de gastos.

A regra do teto limita o crescimento das despesas do governo à inflação medida pelo IPCA em 12 meses até junho do ano anterior. Essa variação ficou em 2,13% em 2020. Mas a inflação só ganhou força e chegou a 3,14% até setembro.

EUA e Brasil fecham acordo comercial

O governo brasileiro e o americano devem assinar na próxima segunda-feira um pacote de medidas para acelerar e desburocratizar o comércio entre as duas nações. De acordo com fontes da área econômica ouvidas pelo Estadão, o pacote deve prever a facilitação do comércio, boas práticas regulatórias e anticorrupção.

Avanço do Covid na Europa ameaça recuperação mundial

O novo surto de coronavírus na Europa afeta o desempenho das bolsas, coloca em risco a recuperação da economia mundial e pode prejudicar o Brasil. Segundo economistas ouvidos pelo Estadão, a estimativa é de que os países, como França, Espanha e Reino Unido, prolonguem para 2021 parte das perdas que registraram este ano e tenham um primeiro trimestre fraco.

Demanda por aço no mundo deve cair 2,4% em 2020

Conforme a World Steel Association, a demanda por produtos siderúrgicos neste ano deve registrar queda de 2,4%, para 1,725 bilhão de toneladas, na comparação com 2019.

A retração é atribuída aos impactos econômicos da pandemia de Covid-19, segundo o Estadão.

Incorporadoras podem fechar o ano com crescimento

O terceiro trimestre de 2020 foi bastante positivo para o segmento de incorporação. Isso graças ao alto volume de lançamentos e vendas de imóveis.

De acordo com reportagem do jornal Valor, espera-se que as incorporadoras continuem com forte ritmo de apresentação de projetos no quatro trimestre e em 2021.

No mercado, acredita que o total lançado em 2020 possa alcançar o patamar de 2019 ou ter até algum crescimento, puxado principalmente pelos projetos para as rendas média e alta.

Estados avançam em privatizações e concessões

Os governos estaduais vem acelerando vendas de ativos e concessões por causa do agravamento da crise em função da pandemia de coronavírus. Somente no BNDES, são 18 projetos em estágio avançado, com estimativa de investimentos de R$ 180 bilhões.

A lista de empresas à venda varia desde empresas de energia a concessões de presídios, conforme reportagem da Folha de S.Paulo.

Empresas oferecem planos de saúde mais acessíveis

Durante a pandemia de coronvavírus, empresas têm lançado planos de saúde mais baratos para laçar os mais de 180 milhões de brasileiros sem seguro saúde, conforme reportagem de O Globo

A nova estratégia inclui planos com mensalidades mais baixas, com rede credenciada menor de hospitais, até serviços de assinatura que dão direito a descontos em consultas e exames.

A discussão para oferecer produtos mais baratos é antiga no setor de saúde suplementar, mas se tornou uma questão mais preocupante com a pandemia.

Nos últimos 6 anos, as operadoras acumularam perda de mais de três milhões de usuários.

Politização pode atrapalhar imunização da população

De acordo com fontes ouvidas pelo Valor, as diferenças entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), podem afetar o início e a velocidade de imunização da população.

Assim, o principal receio é que aspectos técnicos sejam deixados de lado por conta de diferenças políticas.

Atualização Covid-19

O Brasil teve 713 óbitos confirmados por Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de vítimas a 152.460. Os novos casos positivados foram 28.523, de um total de 5.169.386.