Veja as 10 ações mais recomendadas para comprar em dezembro

Weslley A. Santos
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução / Osaba / Freepik

No mês de dezembro as financeiras estão perdendo cada vez mais espaço, enquanto as varejistas dominam. Dessa forma, ações de bancos como Bradesco, banco do Brasil e B3 ficam de fora das melhores ações desse mês. Não obstante, varejistas como Pão de Açúcar, Via Varejo e Renner ganham cada vez um espaço maior dentro da carteira.

Como foram feitas as escolhas das ações?

As escolhas foram orientadas principalmente por empresas que tendem a se beneficiar de uma retomada econômica. Além disso, um outro fato de extrema importância, segundo os analistas, foram os resultados operacionais apresentados no terceiro trimestre.

Em soma, nem só de companhias com alto desempenho se faz esta seleção, empresas expressaram resultados abaixo das expectativas, mas que possuem uma boa gestão, também estão sendo consideradas.

Nessa perspectiva, quando se tem uma gestão eficiente, capaz, uma valorização dos papeis da companhia podem vir em pouquíssimo tempo, haja vista os resultados futuros que serão, provavelmente, positivos.

Novidades e permanências

Companhias como a Petrobras, Pão de Açúcar, Via Varejo, B3 e Banco do Brasil continuam na carteira de indicação, demonstrando uma boa solidez.

Além disso, dá-se destaque ao frigorífico JBS, que está passando por sua quarta indicação seguida.

Logo após, vem a companhia de energia CPFL, que foi citada por 3 casas e a mineira Vale, apontada por duas.

Em soma, duas outras companhias destacam-se como novidades com foco especial em uma delas. Assim, a Renner vem para substituir a BR Malls, que foi citada duas vezes no mês passado, e o maior destaque fica para a CVC.

A agência de viagens CVC foi indicada por 4 corretoras para este mês, mesmo sem estar presente nas indicações passadas.

A escolha das ações

No total, 16 corretoras indicam os cinco melhores papeis que elas acreditam que irão se valorizar naquele mês.

Ademais, no ano de 2019 a carteira já registrou uma alta de 19,82%, até novembro, enquanto a Ibovespa subiu 24,04%.

Dessa forma, considerando o acumulado de 12 meses, a valorização foi de 18,76%, enquanto a do Ibovespa foi de 21,80%.

Petrobras PN (PETR4)

Petrobras

Reprodução / Ueslei Marcelino / Reuters

 

Um dos principais motivos para a escolha da Petrobras foi a resolução da cessão onorosa, que foi considerada “altamente produtiva para a Petrobras”, além de arrematar os blocos mais produtivos oferecidos no leilão.

Nessa perspectiva, Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, considera que o “os lances auferidos, especialmente Búzios, são capazes de trazer potência para a companhia no longo prazo”. “Assim, a empresa nos parece uma boa oportunidade, demonstrando potencial crescimento operacional, melhora financeira e governança assertiva”, afirmou.

Em acréscimo, a Elite Investimentos ainda citou “a capacidade da atual gestão” que deve manter o plano de diminuir a dívida da empresa.

“Na última semana de novembro, a companhia divulgou seu plano de negócios para o período de 2020 a 2024 evidenciando o foco da gestão na maximização de valor aos seus acionistas, por meio principalmente da redução da dívida, desinvestimentos e controle de custos e despesas”, disse a casa em nota.

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Pão de açúcar PN (PCAR4)

Pão de açúcar

O Pão de Açúcar é considerado pelos analistas uma das empresas mais preparadas para um cenário de recuperação econômica. Segundo Nicolas Takeo, da Socopa, o grupo vem apresentando melhora nos resultados, que, segundo ele, “ficaram mais claros no terceiro trimestre.

“Com os indicadores de emprego, renda e confiança do consumidor mostrando melhora, avaliamos que os resultados do Pão de Açúcar no decorrer dos próximos exercícios devem continuar apresentando melhoras significativas”, afirma.

Nesse sentido, para Takeo um dos maiores riscos associados à companhia seria a dinâmica fraca na economia doméstica.

B3 ON (B3SA3)

b3

Para as corretoras, a B3 é um excelente papel para se manter na carteira, uma vez que ela deve se aproveitar de um crescimento do mercado de capitais.

Dessa forma, isso é justificado pelo cenário econômico atual de juros baixos, o que faz com que os investidores buscas outras formas de investimento, em busca de uma rentabilidade maior, assim, fugindo um pouco da renda-fixa.

Para Bradesco/Ágora Corretora, a B3 é “uma empresa que se beneficia das teses de investimento que prevê um ciclo econômico de crescimento econômico mais longo e com as taxas de juros nos patamares historicamente mais baixos e por período mais prolongado”.

Em soma, a Elite Investimentos também citou a expansão de 54,6% no lucro líquido do terceiro trimestre e a forte receita da companhia, que foi impulsionada por um volume maior de negociação de ações e outros investimentos de renda variável.

“A queda da taxa básica de juros, e ainda com expectativa de mais um corte em dezembro, deve continuar proporcionando maiores volumes de operações e clientes para a B3”, diz a corretora.

JBS ON (JBSS3)

JBS

Com a peste suína africana atingindo a China, os frigoríficos brasileiros tendem a exportar mais e, consequentemente, se beneficiar.

Segundo Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, a JBS tem muito “potencial operacional”. Nesse sentido, ele explica que o papel se desvalorizou no mês de outubro e teve uma leve recuperação em novembro, mas que ainda “não reflete todo o seu potencial”.

Além disso, a casa “acredita na ampliação dos benefícios devido ao choque da gripe suína”, devido aos resultados do terceiro trimestre.

Via Varejo ON (VVAR3)

Via varejo

Para Luis Flávio Sales, da Guide Investimentos, a recente troca de controle da companhia é um indicativo positivo, uma vez que os novos planos almejam tanto as lojas físicas quanto o e-commerce.

Somado a isso, o analista algumas inciativas que já foram implementadas, como a mudança na remuneração dos vendedores e as alterações na própria metodologia de preços nas lojas para conferir uma maior liberdade aos funcionários.

“A nova estratégia ainda contempla o foco inicial nas lojas físicas – que demandam uma necessidade de capital de giro menor para a operação, além de possuírem margens melhores que o site – e na consolidação da atuação “multicanal””, afirma.

Pedro Galdi, analista da Mirae, tem uma visão um tanto quanto mais negativa e considera os resultados do terceiro trimestre “fracos e abaixo das expectativas”, fazendo com que as ações sofram.

Não obstante, após os executivos explicarem os resultados para os analistas, Galdi adotou uma posição mais favorável a empresa.

“Em bolsa a ação continua barata em relação às suas concorrentes. A mensagem da nova diretoria é positiva e aponta expectativas favoráveis para a empresa, num ano de recuperação da economia e juros e inflação baixos”, afirma.

CVC Brasil ON (CVCB3)

CVC

Como principal justificativa para a escolha, as casas apontam o destaque do setor, pois a companhia possui uma posição dominante no mercado de pacotes turísticos comprados pessoalmente.

“Seguimos otimistas com a estratégia da CVC, que segue em expansão de seu modelo de negócios híbrido (canais integrados com uma plataforma digital e rede de postos de atendimento físicos)”, afirma Luis Flavio Sales, da Guide Investimentos.

Em soma, Sales ainda destaca a “boa performance operacional e ganho de escala, diversificando sua base de consumidores e otimizando suas operações dos canais de venda”.

Dessa maneira, ele afirma que a casa está otimista quanto a expectativa de crescimento de de reservas no segundo semestre deste ano, com recuperação das viagens domésticas, que tem margens maiores, e aceleração nas reservas corporativas.

Para Pedro Galdi, da Mirae Invest, as quedas recentes dos papéis da CVC foram desmedidos e, por isso, há uma perspectiva de alta.

Nessa lógica, de acordo com o analista fatores como o resultado operacional da empresa no terceiro trimestre, que expôs uma queda na receita líquida e no lucro líquido ajustado, fizeram com que as ações caíssem 21% em uma semana, o que ele considera exagerado.

“Somos otimistas com o setor, uma vez que com a recuperação da economia, nos próximos trimestres, o setor de turismo será um dos beneficiados”, diz.

Banco do Brasil ON (BBAS3)

Banco do Brasil

O Banco do Brasil foi o escolhido do Santander. Segundo Ricardo Peretti, especialista para a pessoa física da casa, as ações do BB estão mais baratas do que o normal.

Desse modo, a projeção da corretora é que o papel se valorize 37% ao longo do próximo ano.

“Historicamente, ele sempre foi o mais barato por ser estatal, mas o diferencial de ‘valuation’ aumentou. Enquanto os outros bancos recuperaram, o BB ficou pra trás e, por isso, tem mais potencial de ganho”, diz.

Nesse mesmo raciocínio, o estrategista destacou como outro ponto importante o resultado operacional apresentado pelo banco, que deve continuar sendo positivo ao longo de 2020.

“Diferente do Itaú, que projetamos um lucro estável, para o BB ainda vejo espaço para crescer. Esse ano deve ser mais de 20% de alta no lucro líquido e, no ano que vem, deve continuar aumentando dois dígitos, por volta de 10%”, afirma Peretti.

Por fim, ele explica que, diferente dos demais, a carteira de crédito do Banco do Brasil não se expandiu muito em 2019, mas isso deve acontecer em 2020, principalmente pela boa gestão feita pelo presidente Rubem Novaes.

Lojas Renner ON (LREN3)

Renner

Segundo a Bradesco/Ágora Corretora, a Renner obteve resultados um pouco abaixo do esperado nos quesitos “crescimento das vendas de mesmas lojas e nos lucros”.

No entanto, consoante a corretora, os resultados estavam poluídos por itens extraordinários.

“No geral, vemos que as tendências nos negócios de varejo e serviços financeiros são saudáveis, portanto, a Renner parece bem preparada para a temporada de vendas de Natal”, afirma a casa em nota.

Ademais, a corretora se disse confiante na capacidade da empresa de se beneficiar de uma demanda mais forte em 2020.

“Continuamos vendo potencial de expansão de margem e uma taxa de crescimento anual para receita líquida de quase 20% nos próximos três anos”, diz.

CPFL Energia ON (CPFE3)

CPFL

Reprodução / Wikipedia

Nicolas Takeo, da Socopa, justifica como principal motivo para compra de papéis da companhia o preço, que está mais barato do que deveria valer, principalmente se comparado aos seus pares.

Devido a isso, há um espaço para as ações subirem, em sua análise e opinião.

“Na nossa visão, a CPFL está bem posicionada para crescer como uma consolidadora tanto em distribuição quanto em geração de energia, pois hoje entrega uma forte geração de caixa devido a boa localização do seu portfólio, principalmente em distribuição que está locada em concessões premium e concentradas, que possui um dos maiores PIB per capita no país”, afirma.

Por fim, como riscos para o papel, o analista cita as questões ligadas ao desempenho da economia doméstica e a possibilidade de mudanças nas questões regulatórias do setor de energia.

Vale ON (VALE3)

vale

Reprodução / Brendan Mcdermid / Reuters

Para Nicolas Takeo, as ações da Vale estão baratas e, por isso, há boas expectativas de ganhos. Ele afirma que os principais riscos em relação ao papel são as variações do preço do minério no cenário internacional e os impactos da desaceleração da economia global nos resultados da companhia, que é uma forte exportadora.

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